Advogado autônomo: empreendedorismo e gestão para começar HOJE

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Dicas de empreendedorismo e de gestão para auxiliar o advogado autônomo

O advogado autônomo é o profissional que atua sem qualquer vínculo empregatício. Ou seja, exerce seus serviços de forma individual e autônoma. Ser um advogado autônomo ou advogado individual, contudo, não implica apenas em maiores dificuldades. Pelo contrário, existem muitas vantagens que podem e devem ser aproveitadas na atividade.

Um advogado autônomo ou individual tem como principal vantagem a autonomia na atuação jurídica. Uma vez que não está atrelado a uma sociedade de advogados, tem liberdade para tomar suas próprias escolhas. E consequentemente, de experimentar mais e de controlar a sua própria carreira.

No entanto, há mais vantagens além dessas que devem ser observadas em conjunto com medidas necessárias. Afinal, toda liberdade demanda responsabilidade.

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Vantagens de ser advogado autônomo

Como mencionado, há muitas vantagens em trabalhar como autônomo.



Em primeiro lugar, o advogado autônomo ou advogado individual pode explorar diferentes áreas do Direito e trabalhar com diferentes serviços jurídicos. Claro, quanto mais nichos abrangidos, mais esforço terá o profissional. Afinal, a qualidade do trabalho importa na advocacia, sobretudo para fidelizar clientes.

Ainda, é preciso considerar que, quanto maior a especialização, maior pode ser o reconhecimento em uma profissão tão concorrida. Mas essa possibilidade pode ser utilizada para ganhar experiência, adquirir conhecimento, desenvolver habilidades e formar uma rede de contatos e clientes.

Em segundo lugar, é uma fonte de renda diversificada. O advogado autônomo não precisa trabalhar apenas com a advocacia. Pode, por exemplo, trabalhar em outro lugar e advogar individualmente. Ou mesmo pode atuar em mais de uma modalidade de advocacia ou em parceria com outros escritórios. Consequentemente, a advocacia individual pode ser tanto fonte de renda principal quanto fonte de renda alternativa.

Por fim, ser um advogado individual implica em maior autonomia. O advogado autônomo pode gerir o tempo conforme sua própria demanda, rotina e organização. E pode trabalhar de onde e como desejar.

Contudo, nem sempre é fácil manter uma organização e fazer o negócio crescer independentemente. É preciso ter disciplina e planejamento. Por isso, seguir algumas dicas de empreendedorismo e de gestão do negócio pode auxiliar no sucesso da carreira.

Dicas de empreendedorismo e gestão do negócio

Apesar das vantagens do advogado autônomo é preciso considerar que o sucesso do trabalho dependerá apenas dele. Não haverá sócios ou gestores correndo atrás do planejamento ou organizando as finanças.

Portanto, é preciso entender as necessidades do negócio. Mas também é importante conhecer dicas de como empreender. Assim, será possível alavancar na carreira e obter bons rendimentos.

Uma assessoria ou gestão contábil podem ser ótimas opções. Contudo, não são pré-requisitos para o exercício da advocacia autônoma. Muitas medidas podem ser tomadas pelo próprio profissional na gestão do seu trabalho.

1. Planeje o negócio

Qualquer negócio, para ser bem sucedido, precisa de um planejamento. Empreender significa empregar técnicas que visem o aumento da produtividade e da lucratividade. Então, o advogado autônomo que deseja ser bem sucedido precisa definir as metas e planejar bem as estratégias que empregará.

Desse modo, o primeiro passo, tanto para quem deseja atuar como advogado individual ou para quem deseja abrir um escritório de advocacia em sociedade, é analisar o mercado jurídico.

Entenda quem você é como indivíduo e como profissional. Estabeleça seus objetivos, como e onde deseja atuar. E estude bem a área de atuação para poder traçar as ações necessárias.

Questões que devem ser analisadas

Algumas questões são essenciais para o plano de negócio do advogado empreendedor. Desse modo, o advogado terá um caminho base para percorrer no empreendimento como autônomo.

  1. Qual a área de atuação e quais os serviços oferecidos? Um advogado autônomo pode trabalhar de modo especializado ou oferecendo serviços de modalidades diversas, por exemplo. Pode, inclusive, atuar como advogado correspondente. Contudo, é preciso ter traçado com o que trabalhará, de fato, para que melhor se organize.
  2. Quem são os clientes? Estabelecer o público ajuda a compreendê-lo. Ajuda, por exemplo, a definir como eles chegam a um advogado e como escolhem o o serviço. E, consequentemente, facilita o processo de publicidade e garante que as demais estratégias reflitam em atratividade. Afinal, a principal forma de retorno na advocacia é a prospecção de clientes.
  3. O local é adequado? Quais as ações necessárias em relação à localização? A advocacia em cada lugar pode apresentar particularidades. Não apenas pode haver uma variação nos valores de honorários advocatícios e preços referentes a gastos, como pode haver diferença em relação ao público. Além disso, a concorrência pode ser maior ou menor. E isto, com certeza, impactará na atividade e nos investimentos necessários.
  4. Qual o planejamento financeiro? Elenque os recursos e faça previsões de rendas e gastos. Pesquise sobre os aspecto financeiro do mercado para ter um planejamento. Estabeleça os valores dos serviços. A advocacia, como qualquer negócio, precisa de uma estrutura econômica para se consolidar e crescer.
  5. Registre os dados e as metas. Estabeleça planos e expectativas por períodos de tempo. Conheça os riscos antes da tomada de decisão. E elenque as principais dificuldades e formas de contorná-las.

Por fim, acompanhe os resultados, comparando-os com o plano de negócio inicial. Esteja atento ao cumprimento das metas, pois poderá, assim, definir novas estratégias para o empreendimento na advocacia e contribuir para o crescimento do negócio.

2. Defina as estratégias de marketing jurídico

O Código de Ética da OAB veda muitas condutas relativas ao marketing jurídico. No entanto, existem alternativas que não ferem os preceitos éticos da advocacia. E é essencial que o advogado autônomo as conheça.

O advogado empreendedor, principalmente os iniciantes, que ainda não são reconhecidos na área, precisam pensar em formas de alcançar o público estabelecido lá no plano de negócio. Ou seja, em formas de fazer publicidade conforme o Código de Ética e de conquistar clientes na advocacia sem fazer propagandas típicas.

Existem, então, duas formas de publicidade que podem fazer a diferença, principalmente para o advogado autônomo. A primeira trata-se do networking jurídico. Através dele, portanto, o advogado pode estabelecer contato com outros profissionais, construindo uma rede de contatos. Indicações, sugestões e dicas podem surgir, enfim, dessa rede.

A segunda forma é o inbound marketing jurídico. Menos invasivo, é uma forma do advogado chegar aos clientes sem fazer propagandas típicas. Com algumas estratégias de marketing, o profissional pode se fazer conhecer no meio jurídico. Pode-se, por exemplo:

  1. Criar um blog jurídico, com produção de conteúdo informativo;
  2. Investir em redes sociais para conteúdo informativo;
  3. Focar na forma de comunicação com os clientes já existentes, entre outros.

É preciso, claro, estar atento à linguagem utilizada, ao conteúdo disponibilizado e à forma de publicidade. Contudo, é uma ótima estratégia para alcançar o público.

3. Faça uma gestão financeira

Como já mencionando, o advogado autônomo possui maior liberdade. Mas junto à autonomia vem a responsabilidade de gerir um negócio que depende apenas dele. Então, traçar planos de gestão de escritório devem fazer parte das atividades do advogado empreendedor.

Entre os setores de uma boa gestão, está a gestão financeira. Afinal, analisar os números que entram e que saem do negócio é algo essencial para a sua manutenção e crescimento.

Em primeiro lugar, é preciso ter um capital inicial. Muitos são os investimentos necessários para iniciar um negócio. Há custos de material, de publicidade, de aluguel e contas do estabelecimento, entre outros. Alguns desses custos serão recorrentes, como aluguéis, contas e alguma verba eventualmente destinada à publicidade. Consequentemente, precisarão ser considerados na precificação do trabalho.

Não obstante, é preciso considerar que o retorno financeiro dificilmente é imediato. É preciso analisar, portanto, que, além do tempo necessário para conquistar clientes, haverá um tempo razoável de duração dos processos (judiciais ou extrajudiciais). E, dessa forma, para o recebimento dos honorários advocatícios.

A partir desses dados, é possível fazer uma previsão não apenas do que será necessário de capital inicial. Será possível, também, controlar as finanças a curto, médio e longo prazo.

Ferramentas para gestão financeira

Existe uma gama de ferramentas que permitem a gestão financeira, mesmo que para aqueles que não desejarem contratar uma assessoria especializada. E é importante ter mecanismos de controle destinados apenas ao negócio. Misturar as finanças pessoais e profissionais pode gerar problemas e desorganização. Portanto, é importante que o advogado autônomo se atente a isso.

Para aqueles que gostam de trabalhar com planilhas, existem planilhas de gestão financeira voltadas para a advocacia. Assim, elas apresentam campos voltados para cadastro de clientes e de processos, bem como registro de honorários, entradas e saídas. Com esse controle, é possível buscar o ponto de equilíbrio econômico, ter noção das possibilidades de crescimento e das necessidades do negócio.

Contudo, planilhas nem sempre são a melhor alternativa. Isto porque elas exigem dedicação e tempo. Precisam ser alimentadas cotidianamente. E demandam, além disso, atenção na correlação entre os dados e resultados. A depender da dificuldade e também da quantidade de valores, um software jurídico pode ser a melhor alternativa. Além de facilitarem o cadastro de valores, eles automatizam cálculos e geram relatórios importantes.

4. Faça uma gestão dos processos

Ainda dentro da gestão, é importante que o advogado autônomo faça um controle de seus processos e clientes. Isto facilitará não apenas o controle dos prazos processuais, mas também o controle de quantos processos estão sob responsabilidade do advogado.

O advogado individual precisa reconhecer seus limites. Aceitar muitos processos não significa que ele terá muito retorno, se ele não conseguir lidar com a carga exigida por cada um deles.

Além disso, é preciso se organizar para otimizar a produtividade. Ainda que não precise dividir processos com mais pessoas, ter uma organização é importante para qualquer indivíduo. Além de facilitar a produção e a rotina da profissão, evita que erros sejam cometidos ou que documentos importantes sejam perdidos.

São algumas dicas, então:

  • apostar no armazenamento de documentos e dados em nuvem;
  • organizar suas pastas e processos;
  • ter um cadastro dos clientes e processos sob sua responsabilidade;
  • controlar os prazos e dados, entre outras.

5. Faça uma gestão do tempo

Por fim, organizar-se no tempo é imprescindível. Um advogado autônomo pode pensar que a liberdade no horário apenas facilita a profissão. Contudo, essa liberdade exige disciplina. É preciso reconhecer que cada atividade demanda um tempo. Podem ocorrer imprevistos. E sempre haverá prazos correndo. Mas isso não significa, também, ignorar um tempo para si. É preciso separar tempo para a profissão e para a vida pessoal

Uma agenda para advogados e uma boa gestão do tempo, portanto, são essenciais. E, novamente, uma planilha para advogados ou um software jurídico podem contribuir para essa demanda.

Na planilha de controle de horas, é possível calcular qual o tempo médio destinado a uma atividade do empreendimento, seja ela de gestão, produção, atendimento ou mesmo outras destinações jurídicas, com audiências. Se aliada a uma agenda e a um calendário, pode ser suficiente para a organização do profissional.

O ponto positivo do software jurídico é que ele automatiza esse cálculo, além de unificar os dados em uma única plataforma. Isto facilita, portanto, a visualização do usuário.

Para a organização das atividades no dia-a-dia, enfim, é importante traçar um planejamento. Algumas técnicas de tempo podem ser utilizadas. E aplicativos para advogados podem auxiliar na organização e produtividade. Apesar disso, é importante que o advogado autônomo estabeleça periodicamente:

  • as tarefas obrigatórias;
  • as tarefas urgentes, que não podem ser adiadas;
  • as tarefas essenciais à gestão do escritório;
  • os contatos e atendimentos a serem realizados;
  • audiências e prazos processuais.

Seguindo as dicas de empreendedorismo, observando as metas e prazos e organizando bem as atividades, o advogado autônomo poderá superar as dificuldades e crescer na profissão como advogado!

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