Automação Jurídica: O futuro do mercado do Direito

Tempo de leitura: 5 minutos

Uma realidade onde o advogado não precisa mais se deslocar para uma audiência ou para assinar documentos no cartório está mais próxima?

Embora seja difícil responder essa questão, uma coisa é fato: a pressão por agilidade e eficiência na advocacia nunca foi tão alta. Para ganhar espaço e competitividade no mercado, escritórios e profissionais precisam rever seus processos. Mais do que nunca é preciso apostar na automação jurídica.

Mas, afinal, o que é automação jurídica? Esse conceito que vem ganhando fama no dia a dia dos advogados vai muito além de contratar um software jurídico ou soluções tecnológicas para o armazenamento de documentos. A automação jurídica significa automatizar atividades de suporte aos serviços jurídicos. Ela serve para que a estratégia e a inteligência virem prioridade dentro de um escritório.

Para saber mais sobre o que é a automação jurídica e como ela vem antecipando o futuro do mercado do Direito, vale a pena conferir!

automação jurídica

Não há tempo a perder

Poucos profissionais colocam em prática a máxima “tempo é dinheiro” como os advogados. Basta olhar uma fatura de qualquer escritório, que não fica difícil entender que tempo custa não somente para o cliente, como também para um profissional. Em um mercado disputado por mais de 1 milhão de profissionais, é preciso investir em agilidade e qualidade. Caso contrário, as chances de perder um cliente para a concorrência são grandes. Ninguém quer pagar por serviços que não ofereçam uma solução efetiva atualmente. Na advocacia, isso não é diferente.

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Justamente por isso que muitos escritórios e profissionais vêm buscando o auxílio da tecnologia. Automatizar as tarefas de suporte dos serviços jurídicos tornou-se uma necessidade. Afinal, essas pequenas atividades do dia a dia consomem tempo, mas não contribuem diretamente para a geração de resultados ao cliente. Logo, é preciso focar no que realmente interessa.

O desafio da automação jurídica

Apostar em automação jurídica, ao contrário do que pensam muitos advogados, vai muito além de investir em um software de gerenciamento de processos ou em uma solução para o arquivamento digital de documentos.  Ela proporciona uma revisão de todos os processos do escritório, em todos os seus setores, buscando otimizar as atividades como um todo.

A automação tem um caráter de inteligência que, quando não é aplicado à gestão, faz com que as ferramentas tecnológicas se tornem mais um entrave.

Investir em automação jurídica, portanto, não é apenas investir em ferramentas tecnológicas. É preciso ir além e rever todos os processos e a gestão do escritório, para que então a eficiência e a produtividade passem a integrar o famoso modus operandi dos serviços jurídicos.

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Obviamente, alguns softwares contribuem para que isso seja feito de forma mais simples e mais fácil. Mas isso não quer dizer que não existe um esforço dos advogados e do escritório para implementar de forma inteligente cada um dos processos sugeridos pela ferramenta.

Além disso, é fundamental que se invista em ferramentas integradas para que a automação jurídica atinja seu objetivo de promover agilidade e eficiência. A administração dos processos, por exemplo, não se destaca do financeiro. Afinal toda cobrança ao cliente é feita com base na manutenção dos processos. Por isso, é necessário trabalhar atividades e setores de forma integrada, caso contrário, a chance do escritório começar a criar procedimentos em cima de procedimentos são grandes. O que pode tornar a estrutura mais burocrática em vez de mais ágil.

Informatização versus automatização

Todo advogado que busca a automatização jurídica deve ter em mente que esse conceito não se restringe apenas à adoção de softwares e ferramentas tecnológicas. Como explicamos, a automação é um conceito mais amplo que visa mexer em toda a inteligência dos procedimentos adotados pelo escritório, visando maior agilidade e maior produtividade.

Nem todas as ferramentas presentes no mercado oferecem a automatização jurídica. Muitas delas são apenas recursos para a informatização do escritório que não estabelecem procedimentos integrados e eficientes.

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Advogados e escritórios que desejam investir em automação devem ter esse cuidado de não se focar apenas nas ferramentas. É preciso buscar integrá-las aos procedimentos típicos do escritório.

Os limites da automação

Em discussões recentes muito tem se falado sobre quais os limites da automação no Direito. Depois que a Universidade de Toronto, no Canadá, criou um robô capaz de fazer as mesmas funções de um advogado de forma muito mais rápida, o futuro da advocacia foi colocado em jogo por muitos profissionais. Seria o fim dos advogados?

É difícil afirmar. Afinal, o Direito é composto por uma rica realidade humana, as quais dificilmente só as máquinas serão capazes de atuar. Porém, uma coisa é fato, resistir a automação e a tecnologia pode custar caro ao advogado. Na velocidade em que o mercado vem se transformando, deixar agilidade e eficiência para depois, pode significar fechar as portas.

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