Tecnologia jurídica e os benefícios e inovar na advocacia HOJE

A tecnologia jurídica é fruto de avanços históricos na sociedade, de modo geral, e no Direito e ganha novos contornos após a 4ª Revolução Industrial, de modo a trazer facilidades para a advocacia, mas também a demandar novas habilidades dos advogados e advogadas.

Nova x antiga: os benefícios de inovar na tecnologia jurídica

A história jurídica data de muito anos, aproximadamente 5 mil para ser mais exato, com os egípcios antigos. Segundo estudiosos, foi por volta de 3000 a.C que preceitos religiosos, intercalados com artigos de natureza civil e penal, foram sendo sistematizados até serem, assim, codificados no Livro dos Mortos. Essas mesmas leis egípcias só foram descobertas, contudo, por meio de registros históricos, literários ou monumentos arqueológicos. E como isto se relaciona, então, com a tecnologia jurídica do século XXI?

Os sistemas mais antigos do qual temos conhecimento são dos povos advindos do Oriente Médio como os sumérios, babilônios, hititas e assírios. Na comunidade jurídica, e muito citado ao longo da faculdade, o mais conhecido monumento jurídico da Antiguidade antes de Roma é o Código de Hamurabi.

Ao ler essa breve introdução, você provavelmente teve um sentimento de familiaridade, mas também pode ter pensado: “ao passo que estamos hoje no Direito, porque falar de coisas históricas e tão antigas?”. Retomo, então, a primeira pergunta feita, para dizer que começar o texto falando da antiguidade foi uma provocação.

1. A tecnologia jurídica é histórica

Tudo que temos hoje começou em algum lugar, em um tempo muito remoto. Para saber aonde devemos ir, portanto, temos que olhar e saber como chegamos até aqui. Por isso, identificar-se com a história é importante, inclusive para inovar na tecnologia jurídica.

Mais essencial do que isso, no entanto, é necessário se desapegar dos velhos padrões nos quais talvez, por anos, nos apoiamos para trilhar nossa jornada profissional jurídica para criarmos a carreira que tanto buscamos.

Diversas revoluções aconteceram até que chegássemos no ponto no qual nos encontramos hoje. Passadas três revoluções, e atualmente estando na chamada 4ª Revolução Industrial, quais são os benefícios das modificações pelas quais estamos passando para o futuro do Direito? Quais habilidades devemos buscar desenvolver para continuar na área jurídica com sucesso?



Isso é o que vamos debater um pouco mais no texto dessa semana.

tecnologia jurídica

2. As tecnologias jurídicas de ontem e a 4ª Revolução Industrial

Talvez não possamos atribuir o holofote apenas a uma tecnologia jurídica em específico, pois com passar dos anos, quando surgiam em sua época, diversas ferramentas foram consideradas maravilhosas engenhocas e tecnologias que traziam uma nova forma de atuação para o profissional jurídico, mais prática e eficiente.

O surgimento da primeira máquina de escrever, o primeiro computador e a primeira máquina de xerox, são alguns desses exemplos. A primeira impressora e suas subsequentes atualizações que permitiam agilizar o trabalho que antes eram arquivados em disquetes também foram algo que, no seu tempo, foi visto como um grande avanço.

Mas, assim como esses avanços, novos foram surgindo, e essa substituição das tecnologias passaram a modificar e ditar a forma como moldamos nossas rotinas de trabalho.

Deixando para trás tecnologias que já foram modernidades, a 3ª Revolução Industrial ou Revolução Informal foi o momento no qual tivemos acesso aos eletrônicos, tecnologia da informação e das telecomunicações. Foi, desse modo, a base para o que chamamos e vivemos hoje – A 4ª Revolução Industrial.

3. O que é inovação para a 4ª Revolução Industrial?

A 4ª Revolução Industrial, termo criado pelo alemão Klaus Schwab, diretor e fundador do Fórum Econômico Mundial, expõe a ideia de que a industrialização atingiu a fase na qual ela “transformará fundamentalmente a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos”. É, portanto, uma mudança de paradigma, não apenas mais uma etapa do desenvolvimento tecnológico.

Esse momento traz profundas mudanças para várias áreas profissionais, entre elas, a jurídica – sendo todas marcadas pela automação, a partir de sistemas que combinam máquinas com processos digitais. No contexto jurídico, isso significa que saímos do modo de trabalhar analógico, caminhando cada vez mais para um novo modelo de trabalho, altamente conectado, automatizado e tecnológico.

Mas quais são essas novas tecnologias e mudanças? Como elas modificam, enfim, nossa expertise e o que elas representam para a tecnologia jurídica?

4. O Cenário das novas tecnologias jurídicas – Softwares Jurídicos

São muitas as novidades e as novas formas de trabalhar no meio jurídico mas, algumas estão cada vez ganhando mais destaque, e são delas que vamos falar.

A primeira é a utilização de um software jurídico na rotina diária de trabalho dos escritórios. Criados com o objetivo de facilitar o dia a dia dos advogados, esses novos softwares estão cada vez mais presentes na rotina do advogado, que sente, então, aquela tão necessária vontade de controlar de modo mais fácil e rápidos os seus processos, clientes, contatos e o financeiro.

São vários os tipos de softwares, mas podemos citar as suas funcionalidades mais recorrentes dessa tecnologia jurídica: controle de processos, administração de escritórios, cadastro de clientes e contatos, controle financeiro e emissão de relatórios.  

O SAJ ADV, por exemplo, é um software jurídico que gerencia o escritório de advocacia de ponta a ponta. Através da inteligência artificial, ele automatiza a gestão de processos e tarefas, além de contribuir para o melhor desempenho das equipes, inclusive em sua comunicação e produção.

5. Vantagens de utilizar um software jurídico

As vantagens da implementação desses tipos de softwares jurídicos são várias, entre elas, o aumento da produtividade e a economia do tempo. Com automações específicas, trabalho que antes deveria ser feita manualmente por alguém do escritório, agora são feitas de forma mais rápida, precisa e eficiente pelo o que o software oferece.

O arquivamento das informações em um só lugar e em âmbito digital (armazenamento em nuvem) é outra vantagem que a utilização dos softwares traz. O aumento na organização de dados e informações, possibilita a eliminação daquele espaço nos escritórios que sempre foram separados para criar os grandes arquivos.

A facilidade para achar as informações de forma mais rápida também é outro benefício que a adesão de um software jurídico pode trazer. Em resumo, modificar o modo como trabalhamos com a utilização da tecnologia jurídica pode trazer inúmeras vantagens em relação à otimização de tempo e segurança das informações, abrindo espaços para criamos uma nova visão da atuação jurídica e o desenvolvimento de novas habilidades.

6. O Cenário das novas tecnologias jurídicas – Inteligência Artificial

A outra tendência que ganha espaço no mercado da tecnologia jurídica é o uso de IA (Inteligência artificial) em diversos campos de atuação jurídica. O conceito “inteligência artificial” surgiu na década de 60 com o cientista John McCarthy: “Inteligência artificial é a ciência de desenvolver máquinas inteligentes, especialmente softwares inteligentes”.

Nesse sentido, inteligência artificial é diferente de automação. Enquanto as automações são realizadas pelos softwares jurídicos, que sistematizam as informações, a inteligência artificial utiliza a inteligência da máquina para realizar determinada atividade, muito parecida com a funcionalidade do cérebro humano.

Isso quer dizer que, ao passo que na utilização de um software jurídico há a necessidade de um humano por de trás da máquina para alimentar o sistema, na inteligência artificial é como se um robô assumisse o lugar do humano.

Um dos casos mais famosos de exemplo de inteligência artificial aplicada ao direito é o robô Ross da IBM, que realiza pequenas tarefas anteriormente realizadas por advogados, como registrar petições, pesquisa legal, predição e criação de documentos.

Isso pode levantar um alerta e grande insegurança. Será que o robô irá ocupar o espaço do advogado? E a resposta para esse questionamento é: não, desde que o profissional jurídico busque desenvolver novas habilidades em face à tecnologia jurídica. Mas, como assim? Continue conosco!

7. Por que precisamos desenvolver novas habilidades?

Talvez você não esteja nesse fluxo de inovação do Direito, ainda. A frequência com que, cada vez mais tem se falado em necessidade de novas habilidades, no entanto, apenas cresce. Como falamos ao longo do texto, nosso histórico de modelo de trabalho já mudou muito ao longo dos anos, mas agora, mais do que nunca, novas habilidades estão se tornando necessárias em virtude das novas tecnologias.

As automações criadas pelos softwares jurídicos e a inteligência artificial começam a ganhar espaço na rotina jurídica, o que abre uma enorme possibilidade para que o profissional jurídico possa desenvolver habilidades como: gestão e análise estratégica de negócio, além de aprender como usar essas novas tecnologias.

Entender como esse novo fluxo de trabalho pode funcionar, faz com que as atividades antes mais “braçais” e rotineiras sejam “delegadas”, à tecnologia jurídica e que uma visão nova de como ser advogado, dessa forma, aconteça.

Saber como usufruir dessas novas tecnologias, enfim, desenvolver habilidades de análise estratégica de negócio e análise estratégica de dados é o primeiro passo para caminhar na direção de um profissional ainda escasso e raro no mercado e que, em breve, muito em breve, será altamente valorizado e necessário para o continuidade do Direito.

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