Cultura digital na advocacia: 5 dicas para começar

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O Direito é uma das profissões mais antigas do mundo. Talvez por isso, quem a exerce costuma se apegar tanto à tradição e ao formalismo, tão característicos do mundo jurídico. O fato é que ainda há muitos tabus a serem quebrados. E um deles é a cultura digital.

Embora mais resistente ao avanço tecnológico, o mercado jurídico também vem sentindo os impactos desse fenômeno, no entanto. E um dos primeiros reflexos disso foi a partir da digitalização do processo. Em outras palavras: é impossível fugir da revolução digital. Então, não importa se você está mais ou menos resistente a mudar seus hábitos. Um dia, o seu escritório precisará substituir as anotações em post it e as pilhas de documentos em papel por agendas e arquivos na nuvem.

A implantação da cultura digital, portanto, impacta diretamente na forma como os advogados trabalham. Mas em geral, isso acontece para melhor. Quem já se entregou para o novo e já experimenta as mudanças que ele oferece já consegue constatar: o resultado vem acompanhado de mais produtividade, economia de tempo, redução de gastos com materiais de escritório e mais tempo livre para conquistar novos clientes e fazer melhores investimentos.

Mas fique atento. Ter um escritório digital não se limita apenas a disponibilizar computadores com acesso à internet. É preciso enxergar valor na internet. É preciso aceitar que ela desperta novas ideias e possibilidades de comunicação e na metodologia de trabalho da equipe. E que facilita muita coisa. Afinal, apostar na advocacia 4.0 é o grande diferencial dos dias atuais.

Está interessado em tornar o seu escritório digital, mas não sabe por onde começar? Neste post apresentamos 5 dicas de como você pode quebrar a resistência e dar início a essa transformação.



1. Entenda que a tecnologia não é inimiga e não vai substituir o trabalho do advogado

Na verdade, é o contrário. A inteligência artificial na advocacia está aí para facilitar a vida do advogado e não tomar o seu lugar. É fato que ela se apropriou de algumas atividades jurídicas sim. No entanto, se analisar bem, é possível analisar perceber que se tratam de questões operacionais que, antes, o advogado levava horas desnecessárias para realizar.

No fim das contas, ele passou a ganhar mais tempo livre para fazer aquilo que a se propõe: advogar. Quer ver?

A tecnologia já consegue, por exemplo, guardar documentos, sistematizar informações e automatizar processos. Em um futuro breve, também deve se popularizar a padronização automática dos diferentes sistemas de peticionamento e fazer a previsão do resultado dos processos.

A máquina, no entanto, não consegue fazer o “grosso” disso. Não tem a capacidade de pensar. Não interpreta leis. Não comparece a audiências. Não planeja estratégias de captação de clientes. Não negocia honorários. O que a cultura digital faz, portanto, é entregar mais tempo livre para o advogado fazer tudo isso que é de sua competência.

cultura digital

2. Veja como substituir os recursos antigos por recursos digitais

Foi-se o tempo em que o escritório físico era um dos únicos investimentos que o advogado precisa fazer para impressionar clientes. Em um mundo digital, ele passa, agora, a estar em todos os lugares. E ferramentas simples fazem esse papel: as redes sociais, um site profissional na internet, artigos publicados em sites de notícias, por exemplo. É muito fácil (e barato), portanto, fortalecer o próprio nome no mercado hoje. E isso independe do tamanho ou da beleza do escritório que o advogado mantém.

Como se sabe, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) é exigente em relação à publicidade. Por outro lado, é muito amigável em relação às iniciativas de divulgação na internet, desde que o regulamento e a sobriedade que a profissão exige sejam respeitados.

Mas esse é apenas um exemplo. É possível, ainda, detectar e investir em diversos outros recursos necessários para essa mudança para a cultura digital. Que tal substituir o telefone por ferramentas como Skype ou Workplace, por exemplo? Tente imaginar o quanto não se economizaria nessa troca.

O importante, aqui, é verificar quais oportunidades o mercado oferece e que podem ser adequadas para o seu escritório.

3. Deixe, aos poucos, de fazer as tarefas que você costumava fazer de forma manual

Mudar hábitos exige tempo. Abandonar os velhos costumes para se adaptar a novas maneiras de fazer a mesma coisa que se fazia antes pode soar estranho. Mas é aos poucos que se consegue. Quer ver?

Depois que criar uma agenda jurídica na nuvem, por exemplo, evite anotar tudo no papel. Se essa for uma ação automática, preste ainda mais atenção no que está fazendo. Esforce-se para procurar pelo celular e não por um papel e caneta. Faça isso aos poucos até que se torne um hábito. São nas pequenas soluções que a adaptação vem.

O mesmo acontece com a organização da rotina, por exemplo. Se optar pela implementação de um software jurídico, procure não continuar inserindo informações em planilha ou em documentos que costumava utilizar. Abandone essa prática.

Ao fim, você perceberá o quanto ganhou em produtividade e organização e como isso se reverteu em crescimento econômico. Aliás, procure medir isso de alguma forma para, depois, avaliar seus próprios ganhos.

4. Troque as planilhas por um software jurídico

Investir em um software jurídico é, talvez, a opção que mais trará impactos para a dinâmica de trabalho do escritório. Já em curto passo será possível perceber as mudanças na rotina e o crescimento nos resultados. É a verdadeira cultura digital presente no seu escritório.

Isso porque um software jurídico, acima de tudo, otimiza o tempo do advogado na execução de suas tarefas. A consequência disso? O profissional terá muito mais tempo livre para se dedicar às audiências, à argumentação jurídica e ao atendimento do cliente, por exemplo.

Sem contar que todas essas atividades poderão ser feitas de maneira muito mais tranquila, sem aquela sensação angustiante de que algo está em atraso ou ficando para trás. Quer saber como isso acontece? O SAJ ADV, por exemplo, possui uma funcionalidade que envia alertas de todos aqueles prazos que estão se aproximando. Além disso, também notifica o advogado de qualquer intimação nova que chegar. E não apenas isso. O sistema ainda seleciona os trechos mais importantes do texto da intimação e sugere, automaticamente ao advogado, quais podem ser próximos próximos daqueles processos. É, nitidamente, a inteligência artificial facilitando a vida do advogado.

E tem mais. O SAJ ADV é um software jurídico que funciona na nuvem. Portanto, independente de onde estiver, o advogado pode acompanhar do próprio celular o que está acontecendo no escritório, consultar seus processos e receber alertas para prazos importantes. Ou seja: ele não precisa esperar chegar no escritório para se inteirar do que está acontecendo. Todas essas informações estão disponíveis no seu próprio telefone.

5. Defina onde quer chegar com a cultura digital no escritório

Depois de investir em todas essas ações mencionadas até aqui, é importante reunir a equipe e dar atenção a um ponto essencial: definir aonde o escritório quer chegar. Afinal, essas dicas, como dissemos, são apenas um começo, um primeiro passo para incentivar a mudança de realidade. Mas há muito, ainda, a ser feito para que o escritório se transforme com a cultura digital. Tudo, no entanto, vai depender do planejamento e das estratégias do negócio.

Então, se você já deu esse primeiro passo e se já sente os primeiros reflexos, é hora de dar uma parada e se perguntar: aonde, afinal, o escritório quer chegar?

E, a partir daí, analisar o que deve ser feito – e investido – para alcançar esse objetivo. Afinal, a cultura digital é dinâmica: a cada dia que passa, a inteligência artificial está mais presente na vida social e na rotina da advocacia. Portanto, o melhor é ir se adaptando aos poucos antes que todos sejam engolidos pela transformação digital.

Como é possível perceber, a mudança em um escritório de advocacia passa por todas as etapas do trabalho e por toda a equipe que integra o negócio. Afinal, tudo é parte de um grande ecossistema que funciona como uma engrenagem, cada qual colaborando de maneiras diferentes. O tempo economizado com o uso de um software jurídico, por exemplo, pode ser ocupado com o fortalecimento da imagem do advogado nas redes, com a produção de artigos ou conteúdos jurídicos, por exemplo.

Então, que tal desafiar a equipe a procurar tendências e novas ferramentas tecnológicas? E promover reuniões ou encontros periódicos para apresentar essas novidades e discuti-las para uma eventual implementação? Afinal, é assim que as verdadeiras mudanças começam.

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