Evento para advogados em Florianópolis vai debater a advocacia 4.0

Tempo de leitura: 11 minutos

A combinação da tradição do Direito com a revolução provocada pela tecnologia vem reforçando cada vez mais o conceito de advocacia 4.0. As inovações que resultam dessa junção fizeram surgir startups como as lawtechs, por exemplo, que afetam diretamente o mundo jurídico e estão provocando profundas modificações na maneira como o advogado atua. Essa realidade será tema de um evento para advogados no sábado, 23 de março, em Florianópolis.

O 8º Seminário de Advogabilidade vai debater, basicamente, a ideia de advocacia na era digital e como o impacto da evolução tecnológica pode se sobressair como diferencial competitivo. O conceito advogado 4.0 envolve profissionais que acreditam na força das ferramentas digitais e encaram a tecnologia como aliada para evitar atividades burocráticas.

Segundo o organizador do evento, Rodrigo Veríssimo, especialista nas áreas de marketing,
planejamento e inovação dos serviços jurídicos,

Poucos advogados e escritórios de advocacia tem em sua rotina procedimentos, ferramentas e ações estratégicas com o objetivo de analisar o mercado, suas tendências e identificar suas demandas. Estas ações, rotinas e procedimentos são imprescindíveis, pois só assim podemos inovar e atender de forma personalizada, estratégica e com foco nas reais necessidades do cliente. 

A iniciativa ocorre durante todo o dia na sede da Softplan, patrocinadora desse evento para advogados, no Sapiens Parque, Norte da Ilha. As inscrições são limitadas e ocorrem até a data do evento. De forma antecipada, elas podem ser garantidas por meio da internet.



Serviço 

O que: 8º Seminário de Advogabilidade

Quando: sábado, 23 de março

Onde: na sede da Softplan, no Sapiens Park, na praia da Cachoeira do Bom Jesus, Norte da Ilha, Florianópolis

Quando: R$ 149 (último lote)

Inscrições: pelo site

Evento para advogados com nova temática

O Seminário de Advogabilidade acontece desde 2017 e já passou por sete capitais brasileiras: São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Recife (PE), Fortaleza (CE), João Pessoa (PB), Manaus (AM) e Natal (RN).

Tal evento para advogados em Florianópolis, no entanto, é o primeiro de 2019 e inaugura também uma nova temática de conversa. Até então, o tema abordado envolvia a crise na profissão e as oportunidades que levam ao sucesso na advocacia. Agora, por exemplo, migrou para as novas exigências do mercado: a tecnologia e a inovação.

Serão sete palestras para encorajar um novo olhar para o mercado. Veja a programação:

1. Advogabilidade Legal Design

Palestrante: Rodrigo Veríssimo, professor, consultor e criador do advogabilidade, especialista em gestão dos serviços jurídicos nas áreas de inovação dos serviços jurídicos, legal design, marketing jurídico, planejamento estratégico e reestruturação administrativa.

2. CRM como ferramenta estratégica na gestão de relacionamento e prospecção de clientes na advocacia

Palestrante: Pedro Mota, sócio e consultor de marketing digital e consultoria comercial com foco em escritórios de advocacia em mais de 380 projetos de implantação de conceito e sistemas de CRM e processos de marketing digital em empresas de diversos segmentos e portes.

3. Do post-it e das planilhas para o software jurídico: benefícios da profissionalização da gestão nos escritórios de advocacia

Palestrante: Leatrice Bez, advogada, pós-graduanda em Direito Corporativo e Compliance, membro da Cátedra de Direito de Seguro da Academia Nacional de Seguros e Previdência, membro da comissões de Direito das Startups e de Direito Marítimo e Portuários da OAB/SC.

4. Big Data aplicado ao mercado jurídico: como um big date pode ser utilizado em casos jurídicos reais

Palestrante: Thiago Antônio Ribeiro, desenvolvedor profissional de TI com mais de 20 anos de experiência

5. Bussiness plan: a estratégia como elemento propulsor de negócios na advocacia

Palestrante: Alyne Morais, advogada atuante na área cível com ênfase no Direito Médico e Direito da Saúde, professora, palestrante, membro da Comissão de Ação Social da OAB Paraíba, idealizadora do instablog Ad.vocatus.

6. Como a inteligência artificial está mudando a forma de advogar

Palestrante: Valéria Caetano, coordenadora de pré-vendas do SAJ ADV, atuando com soluções e ferramentas tecnológicas para gestão estratégica de escritórios de advocacia a departamentos jurídicos.

7. Conteúdo digital na advocacia: como agregar valor no mundo virtual e fechar negócios no mundo real

Palestrante: Camila Masera, consultora jurídica e advogada atuante na área de família e sucessões, pós-graduada em Direito Civil e Processo Civil, idealizadora do perfil Advogando em Família.

evento para advogados

“À revolução tecnológica vai resistir aquele advogado que agrega valor”

A tecnologia já interfere na vida dos advogados sem que, muitas vezes, eles sequer percebam. Esse será o tema de uma das palestras do Seminário de Advogabilidade, evento para advogados que vai abordar como a inteligência artificial está mudando a forma de advogar, por exemplo.

À frente do time de pré-vendas do SAJ ADV, software de gestão para escritórios de advocacia, Valeria Caetano pretende mostrar a relação direta que a inteligência artificial tem com as habilidades humanas, como, por exemplo, o ato de ler e escrever. E também, além disso, como essa relação se engradece até chegar à rotina jurídica.

Veja um pouco dessa relação na entrevista a seguir.

1. Esse evento para advogados vai abordar a advocacia na era digital. Como é a advocacia na era digital? O que muda nos processos jurídicos?

Valeria – A era digital não foi uma grande mudança repentina. Ela veio aos poucos e começou lá atrás, quando trocamos a máquina de escrever pelo computador, quando passamos a fazer materiais mais caprichados, usando os editores de texto, por exemplo. Depois disso, ela foi continuando, de forma natural. Então, chegou até o Judiciário para ajudar na organização dos processos.

Primeiro, os processos físicos eram administrados por um sistema de gestão que verificava como estava o andamento dele. Depois veio uma segunda fase que transformou as ações físicas em eletrônicas. O papel, então, deu lugar ao documento online. O que era armazenado em servidores locais passou a operar em nuvem. Assim, a tecnologia continua se aprimorando. E assim sempre vai ser. Os advogados, portanto, devem estar abertos a essas mudanças e à ideia de se adaptar a uma nova forma de trabalhar. Tudo isso para poder usufruir desses benefícios. Vou falar um pouco sobre isso, por exemplo, nesse evento para advogados.

2. Quais ações estratégicas podem ajudar nisso?

Valeria – Pensando num escritório de advocacia, por exemplo, isso pode estar diretamente ligado aos projetos paralelos do escritório. Algumas bancas costumam ter um sócio mais visionário ou, então, um setor voltado a projetos que buscam identificar tendências inovadoras ou o investimento em novos mercados para atrair clientes. Assim, acredito que as ações estratégicas para pensar novas tendências que podem ser implementadas por meio do uso da tecnologia podem passar por esse caminho.

3. Quais as tendências do mercado?

Valeria – A tendência da influência da tecnologia na área jurídica com certeza passa pela ideia de inteligência artificial. Basta apenas observar os softwares e aplicativos que surgem a todo momento para ajudar a resolver um problema e a desburocratizar as demandas. Além disso, a comunicação entre os sistemas do Judiciário também pode ser uma tendência a se pensar, embora ainda a longo prazo por depender da iniciativa pública. E, claro, as discussões sobre big data, criptomoeda e blockchain, por exemplo, também pode ter certa influência na profissão.

4. Como a inteligência artificial está mudando a forma de advogar?

Valeria – Está mudando de duas formas e costumo mencionar isso em evento para advogados. A primeira não necessariamente muda a forma de advogar, por exemplo. Mas abre um novo campo de trabalho. Para fazer os algoritmos de inteligência artificial melhores, por exemplo, o mercado vai precisar dos bacharéis para orientar o trabalho dos programadores. É um trabalho em equipe. De um lado, é preciso alguém para entender de programação e fazer a codificação. De outro, alguém para validar, orientar, ver se está correspondendo, identificar necessidades efetivas dos usuários. E para isso é preciso de competência técnica, por exemplo.

Temos um exemplo disso dentro do SAJ ADV: uma advogada que atua dentro do setor de programação fazendo esse papel. É o mesmo caso do médico que ajuda o programador responsável por fazer o algoritmo que ajuda no reconhecimento de imagens para diagnóstico, por exemplo. O Power Point lançou há pouco uma inteligência artificial que faz o próprio design do slide. Provavelmente, o programador não entende de estética, então usou um designer pra orientá-lo.

Esse seria um caminho de mudanças. O outro é a inteligência artificial trazendo mais facilidades para a rotina do advogado. Para que ele tenha mais qualidade no serviço que presta e mais tempo livre para fazer outras coisas. Fora do Brasil já existem softwares que ajudam o advogado no trabalho pesado de pesquisar, identificar leis e comparar jurisprudências, deixando a ele mais tempo para pensar a estratégia do caso e fazer aquilo que realmente lhe dá dinheiro. Isso ainda minimiza erros e dá um apoio muito mais fortalecido para o advogado.

5. Em geral, os advogados costumam ser resistentes à inteligência artificial por acreditar que os robôs vão substitui-los. Eles vão?

Valeria – A tecnologia veio para facilitar a vida de todo mundo e esse evento para advogados é uma prova disso. Mas os advogados terão que se adaptar a ela para não tê-la como inimiga. Um exemplo disso: já existem algoritmos de chatbot que fazem aconselhamento jurídico de resolução de problemas para quem não tem condição de pagar advogado. Mas isso não necessariamente é uma substituição de funções. É preciso enxergar dessa forma. Essa pessoa, por exemplo, já não ia pagar advogado de qualquer forma, não ia ser o cliente de alguém. Ao contrário. Ela ia ficar sofrendo com o problema dela. Esse algoritmo, então, ajuda ela a ter noção dos seus direitos.

E veja bem: sabendo disso, ela pode chegar até o advogado. Então, não há substituição. O que há é necessidade de adaptação. Aquele advogado que só faz trabalho de pesquisar, de reunir informação, de fazer um trabalho manual, por exemplo, esse sim corre o risco de ser substituído. Ele pode não ser demitido, mas não serão abertos novos postos para aquela atividade que pode ser feita de forma mais rápida e efetiva pela tecnologia. Ou seja: cada vez mais vai resistir aquele advogado que agrega valor.

6. Os dados armazenados em um software jurídico, por exemplo, são seguros? Por estar fora do controle dos advogados, como isso funciona?

Valeria – Cada software é um software. O armazenamento de dados depende, na verdade, de onde ele está armazenado: se na nuvem ou no computador. Na inteligência artificial, o algoritmo é um código que poderia rodar tanto num sistema que fica em nuvem quanto num sistema que está instalado no computador. A segurança do dado vai depender disso.

Vou usar o exemplo do SAJ ADV, por exemplo, que é o que eu conheço. Nesse sistema, a hospedagem dos dados ocorre em um servidor que tem redundância de backup em três locais. Isso significa que os dados ficam salvo em três locais diferentes. Se acontecer algum problema com algum desses servidores, os dados continuarão em segurança porque o outro terá backup. Essa é uma das principais seguranças que o SAJ ADV disponibiliza aos clientes.

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