Recesso forense: 4 ações para não impactar o escritório de advocacia

Tempo de leitura: 6 minutos

Os prazos judiciais, tão inerentes à atividade jurídica, são os principais motores que movimentam o processo. Poucas razões são capazes de fazê-lo parar. Para que aconteça, no entanto, é preciso que o andamento do processo esbarre em uma das dez hipóteses previstas no art. 313 do Novo CPC. Seriam esses os motivos de suspensão: o prazo deixa de correr, mas, quando é retomado, o processo em questão continua do status exato de onde havia parado. A suspensão de prazos é, portanto, imprevisível e só acontece quando adequado às hipóteses legais. Há, porém, uma única exceção a isso: o recesso forense.

Todos os anos, entre 20 de dezembro e 20 de janeiro, os prazos judiciais deixam de correr na única possibilidade que já está pré-determinada pela legislação – a Lei n. 5.010/1966Neste período, tudo que envolve o andamento do processo é paralisado: as publicações de acórdãos, as sentenças, as decisões e as intimações de parte ou de advogados, por exemplo. A exceção fica por conta das medidas consideradas urgentes. Neste caso, os tribunais estabelecem atendimento por meio do plantão judicial.

É, portanto, a época ideal para os advogados também darem uma desacelerada nessa corrida. A ausência de prazos correndo e de novos aparecendo, porém, não significa que se deve desviar a atenção do negócio. Pelo contrário. A gestão do escritório de advocacia não pode parar.

Assim, para diminuir os impactos do recesso forense no escritório, o primeiro passo para o advogado é organizar as atividades rotineiras. Para ajudá-lo nessa tarefa, enumeramos quatro ações fundamentais que devem ser sempre consideradas para não impactar a gestão de escritório de advocacia durante esse período:

1. Informe os clientes sobre o recesso forense

O primeiro passo é trazer o cliente para a discussão. Mantenha-os informados sobre o recesso forense, sobre os impactos que isso pode ter nas ações em andamento e sobre as férias no atendimento do seu escritório. É importante tranquilizá-lo de que, embora sem atendimento, as ações não serão afetadas.  Além disso, esse contato prévio pode fazer com que sejam antecipadas possíveis demandas, caso ele necessite de algum serviço.



Também é importante estipular um prazo para a retomada do atendimento. Assim, ele fica informado sobre a data que o escritório volta a realizar as atividades e o advogado pode se ausentar com tranquilidade para aproveitar as férias. Não esqueça que o seu cliente é um importante disseminador de propaganda positiva do seu negócio. Não ignore-o. O networking jurídico deve sempre ser valorizado!

2. Estabeleça um cronograma

Os advogados que estão à frente do escritório podem aproveitar o recesso forense para fazer o planejamento para o próximo ano. Sabe aqueles projetos e aquelas estratégias que sempre ficam em segundo plano, atropelados pelos prazos apertados e falta de tempo? Reúna todas as ideias no papel e aproveite o tempo livre para pensar mais sobre elas e trocar ideias com outros colegas. 

Isso inclui todo o tipo de iniciativa, inclusive aquelas mais simples. É o caso, por exemplo, de estabelecer um plano de ação que seja capaz de orientar as atividades mais rotineiras do escritório já a partir do momento que o Judiciário retomar o atendimento. Lembre-se que o planejamento antecipado é sempre um aliado do escritório. Quando mais planejadas as atividades, melhores resultados sairão dali.

recesso forense

3. Defina os serviços que devem ser realizados pela equipe durante suas férias

Organize antecipadamente como vai funcionar a rotina do seu escritório de advocacia durante as férias. É importante que ele não fique totalmente desassistido. Não esqueça que o recesso forense não interfere no surgimento dos problemas da sociedade. Portanto, qualquer indivíduo pode precisar de orientação jurídica a qualquer momento. Por isso, o atendimento não deve parar integralmente – em especial, para as novas demandas.

Já em relação às antigas, programe tudo aquilo que puder ser programado. Estabeleça um responsável pelo andamento de cada etapa de trabalho e compartilhe isso com os demais integrantes da equipe. Assim, todos ficam inteirados sobre a definição de cada atendimento. Além disso, delegar responsáveis a cada tarefa facilita o acompanhamento do gestor, mesmo que de forma remota. Ele não perderá tanto tempo tentando encontrar quem é a pessoa que está encarregada de determinada atividade, por exemplo. Basta antecipar a divisão de funções e, depois, ir direto ao ponto que precisa ser trabalhado.

4. Utilize a tecnologia para auxiliar de forma remota na gestão de escritório de advocacia

Mesmo de folga, o advogado-gestor não deve renunciar totalmente ao que acontece no escritório de advocacia. Não é preciso estar vinculado a ele todos os dias, por exemplo. Mas é importante estar disponível para as questões urgentes e importantes que possam vir a surgir neste período.

Por isso, contar com a tecnologia para auxiliar nesta gestão pode ser um diferencial. O uso de um software jurídico hospedado na nuvem (cloud computing), por exemplo, garante mobilidade ao gestor. Ou seja: o profissional consegue acessar o andamento das atividades independente de onde esteja, apenas usando um dispositivo móvel conectado à internet. O SAJ ADV, por exemplo, consegue centralizar todas as informações de um processo para promover uma gestão integrada. Essa funcionalidade permite contribuir até para melhorar a comunicação existente entre os profissionais do escritório e entre o advogado e o cliente. Além disso, ainda facilita o acompanhamento remoto dos atendimentos, tarefas e compromissos a serem realizados.

Em outras palavras: o advogado pode participar do andamento da rotina de seu escritório de qualquer lugar, como se estivesse lá dentro. Não é preciso, necessariamente, estar de férias.

Como vimos, acompanhar a gestão de escritório, mesmo durante o recesso forense, ajuda a reforçar a presença junto aos clientes. No entanto, é fundamental que o advogado saiba impor limites para se distanciar da rotina e aproveitar o tempo livre. O ideal é que o profissional deixe a equipe pronta para assumir as atividades pré-determinadas antecipadamente e venha a intervir somente em casos emergenciais. Dessa forma, poderá aproveitar com mais tranquilidade as merecidas férias.

Quer saber mais novidades sobre gestão de escritório de advocacia? Faça seu cadastro no SAJ ADV e receba nossos materiais exclusivos diretamente em seu email.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *