O papel da tecnologia na gestão de escritório de advocacia

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(Last Updated On: 31 de maio de 2017)

Há 30 anos, uma popular produção cinematográfica, a franquia “De Volta Para o Futuro”, arriscava-se ao fazer previsões tecnológicas. Dentre elas, os óculos multiuso, que permitiriam assistir vídeos ou fazer ligações, as videochamadas pela televisão e pequenos aparelhos que funcionariam como um computador portátil. Se isso tudo parece semelhante às tecnologias atuais, não é por acaso. Afinal, estamos numa era de Google Glass e HoloLens, SmarTVs com funções pré-configuradas para chamadas e milhares de tablets sendo utilizados no mundo inteiro. O futuro chegou. Qual a ligação disso com a gestão de escritório de advocacia? Basta fazer a correlação dos processos e tecnologias dos escritórios de advocacia de 30 anos atrás com o que encontramos atualmente. E, o mais importante, é que se trata de um processo ininterrupto. Para acompanhar as mudanças, é preciso pensar no amanhã. Será que os advogados estão preparados?

É uma transformação global e que alcança diversos ramos profissionais. Na prática docente, por exemplo, exige-se cada vez mais conhecimentos relacionados com educação a distância, lousas digitais, recursos educacionais abertos, entre outros. Os médicos já possuem ferramentas que permitem fornecer e receber diagnósticos eletronicamente e os guardas de trânsito podem consultar softwares e utilizar tablets para conferir a situação dos automóveis. No contexto dos escritórios de advocacia, basta considerar as atividades que eram impensáveis há pouco tempo e que são pré-requisitos para o exercício da profissão. Entre os exemplos, podemos elencar o processo eletrônico, a digitalização de documentos, a produção eletrônica, a assinatura digital, a comunicação com clientes por meio de aplicativos mobile e a própria adoção de um software jurídico para auxiliar a gestão de escritório de advocacia.

Gestão de escritório de advocacia: como escritórios internacionais estão usando a tecnologia

A tecnologia tem contribuído em diferentes frentes para o ambiente jurídico, tanto no aumento de produtividade e na gestão de escritório de advocacia, quanto na busca por vantagens competitivas. Para isso, estão sendo adotadas práticas que já causaram transformações significativas em outros segmentos, como o big data, a inteligência artificial e o cloud computing. Os escritórios internacionais já se atentaram para o fato e estão sendo pioneiros na inovação jurídica. Um exemplo simbólico foi o lançamento da Global Merger Analysis Platform (GMAP) pela Baker & McKenzie, em 2014. Trata-se de uma plataforma que coleta inúmeros dados mundiais e que permite fazer rapidamente análises de risco em fusões e aquisições, poupando muitas horas e investimento.

Em uma entrevista para o Financial Times, Sam Mobley, um dos diretores da Baker & McKenzie, afirmou que a ferramenta modificou completamente os procedimentos com os clientes, pois o que antes exigia um trabalho árduo e complicado, passou a ser feito com clareza, simplicidade, menor custo e maior eficiência.

Formação acadêmica orientada para inovação e tecnologia

Entender a tecnologia como agente das transformações de relações, seja entre advogados, advogado-cliente ou advogado-mercado, é o primeiro passo para se preparar ou antever as mudanças necessárias na gestão de escritório de advocacia. Para isso, é preciso que haja uma capacitação em relação às próprias ferramentas tecnológicas. E, o quanto antes isso ocorrer, mais fácil será agregar valor na prática. Tal percepção é notada em determinados países. Desde 2012 as associações de advogados norte-americanas possuem regras que orientam profissionais a estudarem as mudanças na tecnologia. Recentemente, na Flórida, uma outra regra entrou em vigor: ela diz que os advogados precisarão não só ficar a par dos avanços tecnológicos, como também cursar periodicamente aulas sobre tecnologia legal.



Num panorama nacional, a grade escolar dos cursos jurídicos regulamentada pelo MEC traz diretrizes relacionadas com a tecnologia para o curso de direito. Esse termo, aliás, aparece por duas vezes  em destaque no documento de regulamentação. Na primeira, quando trata das habilidades que devem ser desenvolvidas no curso, o MEC aponta para o domínio de tecnologias que permitirão a permanente compreensão e exercício da profissão. Num segundo momento, enfatiza que dentro da infra-estrutura do curso, devem existir as condições necessárias para que ocorra o domínio das tecnologias citado anteriormente, como equipamentos e treinamentos para compreensão de linguagens multimídia.

Primeiro passo para escritórios de advocacia brasileiros

A tecnologia mudou e está mudando a prestação dos serviços jurídicos, não há como ficar estagnado. Por outro lado, também não é um caso de pânico. Se desde a formação acadêmica o profissional faz uso e entende a importância das ferramentas tecnológicas, basta dar continuidade a busca por conhecimentos do gênero e manter-se atualizado. Porém, se não houve oportunidade para capacitação, o momento atual é o mais propício. Há cursos on-line e presenciais que tratam das tecnologias voltadas para o direito e também portais, que sempre trazem informações do que está ocorrendo de inovação jurídica.

gestão de escritório de advocacia

Outro passo necessário é a compreensão do que é um software jurídico de qualidade e como ele torna a gestão de escritório de advocacia mais eficaz. Por fim, a partir do conhecimento e da aquisição de ferramentas de qualidade, é possível transcender barreiras e pensar no uso da tecnologia para inovar e otimizar práticas jurídicas e trazer mais benefícios para os clientes. O futuro chegou. Você está preparado?

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