Da graduação em Direito à advocacia: melhores dicas para o sucesso

A graduação em Direito é uma formação acadêmica para ensino jurídico necessária àqueles que desejam ingressar na carreira da advocacia. O Exame de Ordem da OAB, atualmente, exige dos candidatos, o diploma de graduação em Direito;

  • Jeciane Golinhaki
  • 21 de fevereiro de 2020
  • ATUALIZADO EM: 08 de julho de 2020
  • TEMPO DE LEITURA: 5 minuto(s)
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O que você faria de diferente na sua graduação em Direito?

Sou professora de Direito Civil há 8 anos. Acompanho, assim, vários dos meus ex alunos da graduação em Direito no exercício da advocacia, mesmo de longe, de forma digital. Vocês não imaginam a emoção e alegria que sinto quando tenho a oportunidade de encontrar alunos em audiências ou reuniões e conversar rapidamente para partilhar algumas vitórias e dificuldades da luta diária na advocacia.

Uma das frases que mais ouço, contudo, é a seguinte: “Professora, eu deveria ter aproveitado muito mais a faculdade!” Não fico espantada. Afinal, muitas vezes só damos valor a algo, quando perdemos.

Então, pergunto, se você pudesse voltar no tempo, lá em sua graduação em Direito, faria algo diferente?

Sempre que tenho a oportunidade de falar com meus alunos dou a eles, então, dois conselhos:

  1. Façam gestão de conhecimento;
  2. Otimizem relações pessoais com network intenso.

Como dizem por aí: se conselho fosse bom, a gente não dava, vendia! Mas aqui, nesta coluna, estou assumindo o papel de madrinha ou paraninfa digital para os já formados. Toda turma tem um paraninfo, um padrinho e professor ou professora escolhidos para fazer o último discurso repleto dos cuidados e puxões de orelha dignos de qualquer apadrinhamento.  Nas próximas linhas, sinto-me, portanto, na obrigação de chamar sua atenção sobre esses dois aconselhamentos que provavelmente estiveram presentes em sua graduação e que hoje são necessários para qualquer advogado.

Graduação em Direito

1. Gestão do conhecimento e networking jurídico

A gestão do conhecimento é algo inerente ao aluno, pois de nada adianta uma instituição ter o melhor professor, uma metodologia excelente, livros e ferramentas fantásticas disponíveis se o aluno não as utiliza e aproveita ao máximo, ou seja, não faz gestão de todo esse conhecimento que está sendo disponibilizado para ele.





A otimização das relações pessoais também é outro aspecto. Percebo que muitos acadêmicos do curso de graduação em Direito se formam profissionais solitários e individualistas. Estão sempre tentando, assim, concorrer com seus colegas ao invés de colaborar com eles.

A academia, todavia, deve ser um terreno fértil para o networking. Deve nos conectar com colegas, professores, pesquisadores, palestrantes e profissionais que podem contribuir com nossa trajetória futura. Aquele colega que você ignorou em sala pode ser a chave de indicação ou repugnação para um cliente ou recrutador de uma grande empresa ou escritório que você vislumbra no seu trilhar profissional.

Se você é advogado ou advogada já deve ter sentido na pele o poder de aproveitar ao máximo a gestão do conhecimento e o networking. Advogado que não usa bem seus conhecimentos, que não possui estratégias de planejamento ou ferramentas de gestão de escritório, e não mantém bons vínculos para networking, está fadado, assim, ao fracasso!

Tenha você aproveitado ou não todas as possibilidades em sua graduação, enfim, sabemos que não é possível voltar no tempo. No entanto, dá para fazer diferente e aproveitar ao máximo daqui para frente, pensar no seu presente e no seu futuro. Mesmo longe da graduação em Direito, você pode prosseguir melhorando sua gestão de conhecimento e dimensionando seu networking. Para isso, então, deixo aqui algumas dicas, quiçá, conselhos de madrinha:

2. Organize seu tempo para estudar temas novos que vão além da graduação em Direito

“Quem só sabe Direito, nem Direito sabe”, isso já nos ensinou Pontes de Miranda, lá naquelas primeiras aulas com os conteúdos de Introdução ao Estudo do Direito, lembra? Quem advoga no consultivo ou litigioso, sabe muito bem que não há um caso em que não tenhamos que recorrer a outras áreas do conhecimento.

Por essa razão, procure estudar não apenas para peticionar ou escrever pareceres jurídicos. E não se limite dessa forma ao que viu durante a graduação em Direito.

Estude para entender um tema com paixão e dedicação. Pode ser sobre nutrição, gastronomia, cultivo de flores, inteligência artificial… Seja qual for o assunto escolhido, você vai encontrar materiais de estudo excelentes, gratuitos ou com custos bem acessíveis disponibilizados diariamente na internet. Basta procurar.

3. Esteja atento às informações relevantes para sua carreira

Se você já está lendo este artigo, está atento às novidades e informações importantes para a advocacia. Mantenha-se, portanto, conectado com as notícias políticas e econômicas, da graduação em Direito ao exercício da advocacia.

Não se limite, todavia, àquelas de sua região. Busque também outras tendências e acontecimentos do cenário jurídico pelo mundo. Leia ou assista diferentes jornais, ouça podcasts e acompanhe canais no youtube, por exemplo.

4. Use as melhores ferramentas para gerir seu escritório de advocacia

Um escritório de advocacia é uma ação diária e um esforço de empreendedorismo. Transpassar os obstáculos para se fortalecer no mercado não é tarefa fácil. Por isso, não há espaço para amadorismo. Busque estratégias de planejamento para curto, médio e longo prazo. Faça seu trabalho de forma excelente e com profissionalismo.

Cresci em uma família de comerciantes e, durante toda minha adolescência até a juventude trabalhei com vendas. Uma das frases que ouvia de meu pai, enquanto me ensinava lições de atendimento aos clientes era a seguinte: – Não basta ser bom, tem que parecer bom.

Essa lição se aplica muito na advocacia, e todos deveriam aprender desde a graduação em Direito. Um escritório, ainda que de pequeno porte, que usa boas ferramentas, como um software jurídico, para manter os dados e documentação de seus clientes de forma organizada e, que gerencia prazos e tarefas, zelando por uma comunicação eficiente, cuida de todos os casos com o respeito e atenção que cada um merece. Isso não é ser bom, isso também é parecer bom para aqueles que terão contato com o seu trabalho e, possivelmente lhe indicarão como profissional.

5. Conecte-se com antigos colegas da graduação em Direito de forma digital e presencial

Manter redes sociais e profissionais acesas e com boas postagens e conexões com profissionais relevantes, sem dúvida é de extrema importância na atualidade. Mas como anda a sua presença ao vivo e a cores? Qual é o segmento ou área de atuação jurídica que você tem trabalhado ou deseja trabalhar? Afinal, a relação de um advogado com seu cliente é permeada pela confiança.

O caminho da efetiva contratação é muito mais curto, se estou contratando um profissional porque o conheço do jogo de futebol nas quintas, do grupo de músicos da igreja ou da associação de defesa dos animais, por exemplo.

Estabelecer networking em grupos, portanto, também nos favorece com os chamados amigos-pontes que nos indicam porque confiam em nós e nos ligam às necessidades de um potencial cliente. E colegas da graduação em Direito podem auxiliar nessa etapa da carreira.

6. Colabore entre pares

Você pode não gostar muito de futebol, nem de ir à missa e não leva qualquer jeito com ativismo social. Não tem problema!

Seu networking pode ser com as conexões da advocacia. No Brasil inteiro as subseções e seccionais possuem diversas comissões de atuação. Vá a encontros, palestras, formações e, mais que isso, promova encontros também.

Organize momentos de diálogo com seus ex-colegas de graduação em Direito ou com um grupo de advogados que atuam na mesma área em sua região.

Ainda não existem comissões que te atraem aí no seu município? Que tal começar uma?

Tenho certeza que sua mobilização vai expandir ainda mais os seus horizontes e sua trajetória profissional.

Vamos seguindo, com atenção ao passado e olhos no futuro!

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Jeciane Golinhaki

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