Marketing jurídico: clientes como promotores de um escritório

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Apesar de o Código de Ética e Disciplina da OAB restringir algumas práticas de comunicação, como a publicidade em rádio ou televisão e a oferta de serviços via email, resta aos escritórios de advocacia a melhor ferramenta de marketing jurídico que eles podem utilizar: a publicidade boca a boca feita pelos clientes.

O marketing jurídico começa no bom atendimento aos atuais clientes

Ao fidelizar clientes, você está dando o primeiro passo para atrair novos interessados, pois quem procura serviço ou orientação jurídicos confia e busca recomendações de amigos e familiares. A maior parte das pessoas que batem à porta de um escritório de advocacia chega até ele por indicação de atuais clientes e de parceiros, como outros advogados. Antes de tudo, essa prática atesta a qualidade do atendimento e dos serviços prestados, algo que deve ser buscado incansavelmente por qualquer empresa, inclusive pelos escritórios de advocacia.

O marketing jurídico só é eficaz se o seu escritório busca excelência no que se propõe a fazer. Afinal, não há nada pior do que um discurso dissociado da prática. Não se esqueça que hoje, devido à popularização das redes sociais e ao tempo que as pessoas passam em frente a computadores e dispositivos móveis, o boca a boca acontece na internet,  e a troca de informações entre os interessados e clientes é ainda mais constante do que quando acontecia presencialmente. Outro ponto importante a se destacar é que, como o boca a boca é uma ação gratuita e espontânea, não há controle sob o seu resultado. Em outras palavras, um descuido ou mau atendimento pode gerar um buzz (do inglês zumbido, que em marketing significa a força/intensidade com que uma informação se propaga) negativo.

Marketing horizontal

Um conceito que pode influenciar no modo como os clientes interagem com o escritório e ser uma importante base para o marketing jurídico é o marketing horizontal. Ari Lima, autor do livro A Era do Business Jurídico, destacou em artigo para a Revista Visão Jurídica a importância do marketing horizontal na advocacia. Essa tendência do marketing é tema da obra Marketing 3.0, lançada em 2010 por Philip Kotler e que destaca a relevância da cocriação, comunização e desenvolvimento da personalidade da marca.

Cocriação é um termo criado para descrever a ênfase na sintonização entre as necessidades e expectativas dos clientes e a criação de produtos e serviços. “Vivemos a era da participação e da sociedade criativa. Para as empresas, isso significa estar mais próximas de seus clientes, trabalhando de maneira unida com eles, pois os consumidores ajudarão as corporações a criarem seus novos produtos e iniciativas de marketing. É o conceito da “cocriação”, destacou Kotler durante o HSM Expomanagement 2010.

Com a colaboração entre empresas, consumidores e outros parceiros, há uma inovação que permite aperfeiçoar continuamente os produtos. Aos escritórios de advocacia, esse conceito vale para melhorar constantemente a prestação dos serviços, o que auxiliará também no marketing jurídico. Para fazer isso, pode ser usado um sistema de controle de resultados e de avaliação do desempenho junto aos clientes. Também devem ser ouvidos fornecedores, membros de instituições jurídicas e outros parceiros presentes no mercado.

marketing jurídico

Investindo em mídia expontânea

Comunização pode ser entendida como a integração entre empresas e grupos de clientes. No livro Tribos, o autor Seth Godin discorre sobre o comportamento dos consumidores atuais. Ele nota que as pessoas levam cada vez mais a opinião de outros consumidores na hora de adquirir um produto ou serviço, o que reforça a importância da comunicação boca a boca. Ainda segundo Godin, esse processo ocorre principalmente pela internet, nas redes sociais e fóruns.

Os escritórios jurídicos podem aproveitar esse momento para criar conteúdo em blogs, fazendo marketing jurídico a partir do marketing de conteúdo. A partir desse material, é possível estimular discussão sobre os temas de interesse dos clientes-alvo nos comentários da página ou nas redes sociais. Isso faz o público interagir e ajuda o escritório a identificar quais são os temas de maior interesse dos clientes, além de ser uma forma de marketing jurídico aceita pelo novo Código de Ética e disciplina da OAB.

Quanto à personalidade da marca, Kotler defende que as empresas precisam ter essa característica bem definida para conseguirem se conectar com as pessoas. Os escritórios jurídicos, por exemplo, devem ter em seu DNA valores, missão e princípios que influenciarão diretamente no modo como seus advogados irão atuar. Se todos os colaboradores se comprometerem com esses fatores, o escritório terá a personalidade necessária para ser percebido pelo mercado e o boca a boca será uma forma natural de marketing jurídico.

Como está sua situação atual?

E você, está investindo nos seus atuais clientes para que eles sejam promotores do seu escritório jurídico? Alinhando bom atendimento, serviço de qualidade e inovação, está pronta a sua primeira estratégia de marketing jurídico: a comunicação boca a boca. Confira no blog do SAJ ADV outros conteúdos que abordam a importância da fidelização de clientes para um escritório de advocacia.

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