Marketing jurídico: como utilizar Call to Action (CTA)

Marketing jurídico são todas as estratégias e ações que o escritório de advocacia ou advogado utiliza para fazer a divulgação de seus serviços, de acordo com o Código de Ética da OAB, com vistas a prospectar ativamente clientes.

O código de ética impõe limites, mas não proíbe o uso de CTAs

Estratégias comerciais têm posição de destaque em todo setor do mercado, até nos considerados mais convencionais. Esse é o caso da advocacia e das ações em marketing jurídico.

Há várias regras e um código de ética à luz do qual todas as ações devem ser pensadas. O que muitos advogados não sabem, porém, é que elas não significam um menor potencial do marketing para esse setor. Além de uma forma de assegurar a credibilidade da área e evitar uma série de transtornos, elas mantém possibilidades de o advogado divulgar seu trabalho.

Neste artigo, veremos como tais normativas influenciam a técnica de Call to Action (Chamada para Ação) e como usá-lo na estratégia de marketing jurídico do escritório sem ficar fora da lei.

Os benefícios do marketing jurídico para escritórios de advocacia

Antes de abordar as restrições ligadas ao Call to Action e demais aspectos sobre o tema, é válido compreender os benefícios que o marketing jurídico pode apresentar para o escritório de advogacia. Os principais deles são a visibilidade, a autoridade e um relacionamento diferenciado com os clientes.

marketing jurídico call to action

A maior visibilidade é uma das grandes vantagens de um marketing jurídico bem-feito. Afinal, quem é visto, é lembrado. Além disso, com a visibilidade no meio jurídico, há chances de que a credibilidade seja construída ou fortalecida diante do público e até mesmo entre a concorrência.

Já no que diz respeito ao relacionamento com os clientes, ao conversar com o público, você poderá criar proximidade e prestar suporte mais personalizado, fortalecendo o vínculo.



Por exemplo, se uma empresa busca um profissional para lidar com o processo de obtenção da licença de operação CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), encontrá-lo por meio de canais de comunicação otimizados pode ser mais fácil.

É algo que reforça a necessidade do marketing jurídico, uma vez que as empresas se mostram mais acessíveis, em especial, com um contato mais simplificado e ágil.

Para ver mais sobre marketing jurídico, acesse nosso artigo: 7 passos para acertar no investimento em conteúdo jurídico.

O que é Call to Action ou CTA?

Já vimos que o marketing jurídico tem grandes vantagens. Mas, antes de chegar às restrições do Call to Action, vamos apresentar o conceito dessa importante tática do marketing.

Basicamente, o Call to Action (CTA) corresponde a estímulos visuais ou textuais que são aplicados com o propósito de fazer com que o usuário efetue alguma ação, como no caso de uma empresa de pintura predial que disponibiliza um e-book com dicas para download e posiciona um CTA de “baixe grátis”.

Sendo assim, no marketing digital é uma técnica decisiva para a captação de leads, que são os clientes em potencial que em algum ponto expressam interesse pela empresa.

O Call to Action pode ser usado no marketing jurídico?

Já na área jurídica, o uso da chamada para ação em prol da captação de clientes não é permitida de acordo com o Código de Ética e Disciplina da OAB. Isso está indicado no art. 29, do Capítulo VIII:

A publicidade profissional do advogado tem caráter meramente informativo e deve primar pela discrição e sobriedade, não podendo configurar captação de clientela ou mercantilização da profissão.

Seja na área trabalhista, como em uma empresa que instala gerador de energia solar ou em qualquer outro setor, é fundamental que exista o conhecimento da lei e que cada estratégia seja elaborada com seriedade.

Mas então não se pode utilizar Calls to Action em marketing jurídico? Não é bem assim. Felizmente, tem solução. Acompanhe abaixo.

Como trabalhar com o Call to Action em marketing jurídico?

Se por um lado existem limitações para o marketing jurídico, por outro, há uma série de caminhos a serem adotados para uma estratégia adequada e que conte com chamadas para ação. Veja que as limitações associadas ao Call to Action têm foco nas expressões aplicadas, que normalmente são inseridas para estimular uma determinada ação por parte da audiência.

Para usá-las corretamente, você deve considerar que o direcionamento precisa ser informativo. Esse também é um modo de atrair as pessoas. Afinal, os conteúdos podem agregar significativamente e até mesmo contribuir na educação de mercado.

Por exemplo, um profissional que presta serviços para uma empresa que realiza laudo pericial trabalhista pode ter uma maior confiança ao ser visto como um especialista que pode realmente proporcionar uma solução favorável para seus clientes.

“Gostaria de aprender mais sobre o tema? Clique e acesse o conteúdo”. Esse seria um exemplo de CTA nesse caso, juntamente com a disponibilização de um material informativo.

Dessa forma, o posicionamento nessa área tem a predominância de apresentar soluções e construir autoridade para que o público seja elevado e qualificado.

Conheça outras restrições do Código de Ética

Anteriormente foi apresentado o art. 39, que impacta nos CTAs utilizados no marketing jurídico, mas o Código de Ética e Disciplina abrange amplamente a publicidade. Portanto, além desta restrição, os outros elementos também devem ser conhecidos.

O art. 40, presente no mesmo capítulo, proíbe anúncios na televisão ou em rádio. Além disso, a utilização de lugares públicos para divulgação de serviços também não é adotada, uma vez que está relacionada com a mercantilização da atividade.

Por exemplo, no caso da venda, instalação e até mesmo manutenção de ar condicionado, as empresas que atuam com climatização podem apresentar a divulgação da marca por meio de painéis, televisão e outdoors. Mas na área jurídica não é algo viável.

É preciso que exista atenção no posicionamento apresentado em todos os meios de comunicação. Isso vale até mesmo na forma de compor o cartão de visitas, que não pode apresentar fotos pessoais ou de terceiros, por exemplo.

Em relação aos valores, é interessante citar que se houver necessidade de contratar um serviço jurídico para uma empresa que realiza laudo de transferência ou qualquer outro setor, esse dado deverá ser requisitado pessoalmente. Isso se deve ao fato de que a divulgação de valores das atividades é restrita, assim como a disponibilização de atendimento gratuito nesse meio.

Uma alternativa que pode ser explorada por empresas que desejam disponibilizar algo gratuitamente é investir em materiais enriquecedores com soluções de pontos que são comumente questionados na área, assim como o incentivo ao contato para a obtenção de informações mais precisas.

Dicas para o marketing jurídico

Sem dúvidas, ao analisar as abordagens mais adequadas para a elaboração de materiais para marketing jurídico, independente do canal de comunicação, é importante identificar quais pontos devem ser atendidos, tais como:

  • Compreensão;
  • Estímulo ao engajamento;
  • Compatibilidade com a área;
  • Relevância; e
  • Facilidade de consumir.

A partir desses fatores, por mais que a área jurídica seja mais tradicional, há necessidade de apostar em conteúdos que motivem os clientes em potencial, assim como envolvam mais ainda os que já foram conquistados.

Uma grande dica nesse caso é ter cautela com os termos técnicos. O ideal é apresentar produções simples e ao mesmo tempo objetivas. Há ainda necessidade de ter cautela com dois elementos: a identidade visual e o site. Vejamos por quê.

1. Identidade visual

Assim como em qualquer setor, na área jurídica é importante ter cautela com os aspectos visuais, uma vez que possuem grande impacto nos resultados das estratégias de marketing jurídico, em especial, ao se tratar do fortalecimento de marca.

Basta imaginar a situação de um possível cliente de uma corporação que realiza vistoria para transferência que está em busca de um profissional de confiança, ao se deparar com uma empresa que tem uma proposta visual alinhada com a qualidade do conteúdo e que transmite profissionalismo, há grandes chances de ser a escolha.

Dessa forma, desde o logotipo até os elementos apresentados no site do escritório e nas redes sociais devem ser trabalhados de forma harmônica.

É válido abordar que divergências na identidade visual de acordo com as plataformas podem causar confusões na audiência, principalmente no uso de cores e logotipo.

Por essa razão, é interessante ter suporte especializado para trabalhar o visual da empresa de forma que exista adaptação às mais variadas necessidades.

2. Cuidados com o site

Garantir que a presença digital do escritório seja profissional é imprescindível. E não só em relação às estratégias aplicadas em marketing jurídico, como também ao site da empresa.

Afinal, muitas vezes essa plataforma é procurada para que os clientes obtenham informações sobre a banca. Ou seja, para ver trabalhos já realizados, história, valores, especificações de serviços ou produtos, entre outras possibilidades. Provavelmente você faz isso antes de adquirir um serviço ou produto.

Dessa maneira, cause uma impressão positiva. Por exemplo, se um serviço é procurado para alinhar processos de construção de prédios, é muito provável que o site seja visitado para checar os segmentos atendidos, obter contatos e até mesmo ver o blog da organização.

E mais: hoje, ter um site responsivo é indispensável para qualquer setor, principalmente ao considerar a presença crescente dos dispositivos móveis no dia a dia.

Basta considerar que são alterações que viabilizam o acesso à plataforma da empresa a partir de diferentes dispositivos. Isso proporciona maior comodidade para os possíveis clientes devido à praticidade no uso.

Marketing jurídico: divulgação do escritório de advocacia sem mercantilização

Há um grande potencial do marketing para o setor jurídico. Desde que seja utilizado de forma adequada e sem a mercantilização, à luz do que recomenda o Código de Ética.

Por isso, torna-se indispensável investir em profissionais de marketing especializados. E trabalhar junto com eles, especialmente para evitar prejuízos e penalidades, assim como o comprometimento da imagem da empresa de advocacia.

Quer ficar por dentro de tudo sobre marketing jurídico? Faça seu cadastro e receba os materiais do SAJ ADV em seu email.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *