Marketing Jurídico: aprenda a criar a estratégia sem ferir o código da OAB

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O Brasil é o 5º na lista dos países com mais usuários conectados à internet, atrás apenas da China, Estados Unidos, Japão e Índia. Outra pesquisa realizada pela Nielsen, em 2015, apontou que no ranking dos 10 aplicativos mais acessados pelos brasileiros, quatro são redes sociais. Além disso, 68% dos usuários que utilizam o Facebook, Twitter ou Instagram gostam de dar opiniões sobre serviços e produtos que consomem. Diante desse cenário, os escritórios de advocacia não podem mais criar seu planejamento de marketing jurídico sem uma estratégia para as  redes sociais.

Além disso, uma fanpage ou um perfil no Twitter podem funcionar como um termômetro para avaliar a reputação do seu escritório, já que os clientes espontaneamente escreverão sobre os seus serviços jurídicos. As ferramentas também podem atuar como centro de atendimento ao cliente e contribuir ativamente para a construção da reputação de sua marca.

Mas como criar essa estratégia de marketing jurídico nas redes sociais sem ferir o código de ética? A consultora e mentora em (Re) estruturação de escritórios de advocacia, Camila Berni, lembra que o código de ética da OAB proíbe a mercantilização da profissão. “Tornar o escritório mais profissional por meio do investimento na gestão financeira, motivação de pessoas, marketing jurídico, melhorias nos procedimentos internos visando a eficiência, a eficácia e a lucratividade não se trata da banalização da advocacia”, explicou. Para ela, a mercantilização aparece quando a estratégia de comunicação tenta igualar o serviço oferecido pelo escritório às atividades desenvolvidas em uma empresa comum. Apelos que façam referência a preço, como por exemplo: “temos o melhor custo benefício do mercado” e “venha até a gente e faça uma consulta gratuita” são condenadas pelo código de ética.

Confira abaixo 4 boas práticas para se comunicar de forma ética nas redes sociais usando o marketing jurídico

1) Separe o perfil pessoal do profissional

Um dos erros mais comuns entre os profissionais presentes nas  redes sociais é utilizar um mesmo perfil para as publicações pessoais e profissionais. Ao fazer a separação você evita, por exemplo, adicionar todos os  clientes à sua rede de contatos pessoais. Assim, não chegarão mensagens a qualquer hora do dia e as fotos de família e dos amigos não serão misturadas às notícias e informações sobre o universo jurídico. Além disso, tente fugir ao máximo de discussões polêmicas e improdutivas. Esse tipo de contato pode gerar má impressão.

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2) Prefira investir em uma fanpage a atualizar um perfil

O principal motivo para criar uma fanpage para o seu escritório de advocacia é que o Facebook é muito claro em seus termos de serviços ao afirmar que “você não deve utilizar a sua linha do tempo pessoal para o seu ganho”. Assim, a empresa pode simplesmente tirar o seu perfil do ar e por em risco sua estratégia de marketing jurídico. Além disso, os perfis pessoais permitem apenas 5 mil amigos, o que  não é um número baixo, porém as páginas do Facebook não limitam o número de seguidores e isso parece bem mais seguro, não é mesmo?

Outros motivos para investir nessa ferramenta são: a possibilidade de criar abas personalizadas, o check-in feito pelos clientes para avisar que estão em seu escritório, a gestão da fanpage por mais de uma pessoa, a visibilidade do alcance das publicações, a possibilidade de promover o post e colher informações sobre o comportamento do consumidor.

3) Fale a linguagem do seu público

Colocar esse item em prática só será possível se o planejamento de marketing jurídico já definiu quais as suas áreas de atuação e quem é o seu público-alvo. Feito isso, invista em postagens relevantes que mostrem que você é autoridade em sua especialidade. Se o escritório atende o direito de família, por exemplo, tire dúvidas sobre pensão alimentícia e guarda dos filhos. O blog do SAJ ADV publicou um white paper que pode ajudar a criar uma estratégia de conteúdo ética e com o objetivo de aumentar a carteira de clientes. Clique aqui e baixe o conteúdo gratuito.  

marketing jurídico

4) Responda sempre

No início do post falamos sobre a pesquisa que apontou que 68% dos usuários de redes sociais através de dispositivos móveis (como celulares e tablets, por exemplo) gostam de dar opiniões sobre produtos e serviços. Essas ferramentas são as preferidas por não envolverem muita burocracia ou preenchimento de formulários. O cliente quer agilidade, então não demore para responder às interações e jamais deixe uma pessoa sem resposta, sejam elas reclamações ou elogios. Lembre-se que, ao resolver um problema por esse canal de comunicação, o escritório estará estreitando a relação com seus clientes.

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E você, conhece alguma boa prática para fazer um marketing jurídico via redes sociais mais ético? Divida conosco no espaço de comentários abaixo! 

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1 comentário


  1. bom, vou passar a separar a pagina do perfil pessoal, minha pagina esta meio abandonada e lendo este post vejo que estou errando em não atualiza-la. hoje vejo que está presente na internet é mais do que necessário sem duvidas.

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