Marketing Jurídico – Como se beneficiar das redes sociais para advogados

Tempo de leitura: 13 minutos

Segundo pesquisas, o Brasil é o segundo país do mundo que mais acessa as redes sociais. Como aproveitar esse cenário para prospecção de clientes usando o marketing jurídico?

De acordo com os números, um brasileiro passa cerca de 3 horas e 40 minutos conectado as redes. Não por outra razão, utilizar as redes sociais como uma ferramenta para se conectar à potenciais clientes é uma ótima estratégia. Porém, no meio jurídico, nem todos os advogados enxergam o potencial de canais como o Facebook, LinkedIn, e Instagram, e acabam perdendo boas oportunidades de se destacar no mercado através do marketing jurídico.

Muitos advogados têm receio de utilizar as redes sociais devido às restrições do Código de Ética da OAB. Porém, este não é o único entrave. Boa parte dos profissionais e escritórios ainda não sabe qual conteúdo explorar, como criar autoridade e desenvolver uma boa relação de confiança usando essa ferramenta e como aproveitá-la ao máximo em benefício da advocacia.

Para ajudar o advogado e seu escritório a se planejarem e fazerem o melhor uso dessa ferramenta, preparamos o este post. Nele você vai entender não apenas as restrições do Código de Ética e quais ações de marketing jurídico podem prejudicar o advogado e seu escritório, mas também como fazer um planejamento estratégico para aproveitar ao máximo essa ferramenta.

Independentemente do porte do seu escritório, o uso das redes sociais para advogados pode trazer resultados bastante positivos, especialmente no que se refere à prospecção de clientes na advocacia. E, considerando que não é necessário investir absolutamente nada para criar uma página, deixar de aproveitar esse recurso pode significar desperdiçar boas oportunidades no mercado.

Por meio deste material, esperamos que você tenha todos os elementos e o conhecimento para dar os primeiros passos e usar da melhor forma as redes sociais em benefício do seu escritório.

1. O que é e quais são as redes sociais?

Certamente você já ouviu falar em muitas redes e, provavelmente, já interagiu com muitas delas. No entanto, embora as redes sociais tenham se transformado em algo bastante comum no cotidiano, sua finalidade vem se transformando ao longo dos anos.

Inicialmente, as redes sociais surgiram com o objetivo de promover a interação e o relacionamento entre pessoas. Hoje, no entanto, cada vez mais as redes sociais vêm sendo utilizadas por empresas e negócios com o objetivo de fortalecer o relacionamento entre parceiros e clientes. As redes também têm um papel importante na hora de chamar a atenção do público e atrair tráfego para os respectivos sites, melhorando assim a visibilidade no mundo digital.

Hoje, cada uma das redes sociais conta com um perfil e características próprias que podem torná-las menos ou mais atrativas na hora de apostar em um canal. Sobre cada uma delas, vale a pena conhecer.

Facebook

Com cerca de 2 milhões de usuários, o Facebook é hoje a maior rede social do mundo. Por se tratar de uma mídia totalmente focada na experiência de quem a utiliza, essa rede tornou-se uma das favoritas.

Em razão da sua popularidade, o Facebook é praticamente uma das mídias obrigatórias para escritórios de advocacia que estão em busca de melhorar sua visibilidade. Além disso, boa parte dos seus potenciais clientes está no Facebook. Especialmente escritórios cujos serviços são focados em pessoas físicas, o Facebook pode ser uma ótima rede social para se investir.

LinkedIn

O LinkedIn é uma rede social totalmente focada no profissional. Com mais de 500 milhões de usuários, marcar presença nessa rede é algo quase obrigatório, especialmente se o objetivo do seu escritório é ampliar o networking e gerar negócios.

O LinkedIn também pode ser uma excelente ferramenta para o recrutamento de novos talentos. Desta maneira, os escritórios de advocacia também podem utilizar essa rede com o objetivo de encontrar novos profissionais.

Ao contrário do Facebook, onde a pessoa física tem maior destaque, no LinkedIn as empresas possuem um espaço maior. Assim, se o foco dos seus serviços jurídicos são empresas, o LinkedIn é a rede mais recomendada para estabelecer novos negócios.

YouTube

Pesquisas apontam que até 2020, cerca de 80% do conteúdo da internet deve ser audiovisual. E, não por outra razão, o YouTube vem crescendo tanto. Muitos advogados e escritórios já utilizam essa rede para promover conteúdos que são úteis aos seus clientes. Como os vídeos são bastante dinâmicos, o potencial de chamar a atenção através desse formato é cada vez maior.

Para quem pensa em investir no YouTube, no entanto, é preciso pensar em toda dinâmica da produção dos vídeos, que vão desde a elaboração de um roteiro até a gravação propriamente. Isso sem mencionar os equipamentos. Embora um simples celular seja capaz de gravar vídeos, a preocupação com o áudio, iluminação e cenário não devem ficar de fora.

A edição também é uma tarefa importante e requer alguns conhecimentos para que o resultado seja profissional. Embora seja uma das mídias sociais mais impactantes, o trabalho por trás da produção dos vídeos pode ser igualmente grande. Assim, é importante avaliar toda a estrutura de um canal, antes mesmo de investir.

Twitter

Conhecida como a rede social das polêmicas, o Twitter conta hoje com mais de 330 milhões de usuários. Por se tratar de uma rede marcada pelos debates políticos e sociais, o Twitter ganhou relevância como um espaço de expressão. Para marcas, principalmente, o uso dessa rede social pode trazer ótimos resultados. Para os escritórios de advocacia que desejam marcar presença como formadores de opinião sobre determinados temas jurídicos, o Twitter também pode ser uma ótima opção.

Instagram

O Instagram é uma rede social com foco no conteúdo visual. Através do compartilhamento de fotografias e mensagens associadas a elas é possível interagir com o público. Como nas atividades de um escritório de advocacia o conteúdo visual é bastante limitado, o uso dessa rede por advogados também conta com mais pontos fracos do que fortes.

WhatsApp

Embora seja conhecido como um aplicativo, o WhatsApp também é uma rede social já que permite o compartilhamento de situações e facilita a construção de relacionamentos. Na advocacia, o WhatsApp como uma rede social pode ser um ótimo canal para promover a comunicação coletiva. Assim, essa ferramenta pode ser utilizada tanto com advogados quanto clientes.

Especificamente com relação à comunicação de clientes, vale a pena ficar atento à algumas restrições do Código de Ética da OAB. Como o Código veda a utilização de mala direta, o oferecimento de serviços jurídicos por meio dessa ferramenta é proibido. Da mesma forma, o Código proíbe a prestação de consultas gratuitas, portanto, usar o WhatsApp com essa finalidade pode trazer problemas ao advogado e, também, ao seu escritório.

Estas são apenas algumas das redes sociais existentes na web. Porém, não são as únicas. A tendência é que surjam novas e outras acabem perdendo a popularidade. Ao investir em uma rede social, no entanto, o advogado deve ter em mente de que não se trata de um “território próprio”. Em outras palavras, as redes sociais são voláteis e vulneráveis, portanto, fazer marketing jurídico contando apenas com estes canais pode ser um tanto quanto arriscado. O ideal é ter um site próprio e utilizar as redes sociais apenas como forma de interação e atração.

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2. Como usar as redes sociais

Agora que você já conhece o que é uma rede social e quais são as mídias mais populares, a questão que se coloca é: como utilizá-las no marketing jurídico?

Nos parágrafos anteriores exploramos um pouco do perfil de cada rede e explicamos a necessidade de adequar a sua estratégia às características de cada uma. Assim, se o seu escritório busca visibilidade, por exemplo, talvez o melhor canal seja o Facebook. Já no caso de escritórios de advocacia cujos serviços são focados no público empresarial, certamente o LinkedIn é a melhor mídia.

Antes de optar por uma rede social ou outra, é importante que o advogado esteja ciente de qual é a sua estratégia. Em outras palavras, vale a pena definir seus objetivos, seu público alvo, o tipo de conteúdo e quais os recursos que seu escritório possui para investir em seus próprios canais. Um erro muito comum realizado, não apenas por escritórios de advocacia, é apostar em todas as redes sem nenhum critério e, ao final, não ter recursos suficientes para alimentar todos os seus canais. Como um escritório de advocacia é mais importante que você esteja na mesma rede que seus clientes, em vez de tentar marcar presença em todas as redes de forma massiva.

Curadoria de conteúdo é o segredo no marketing jurídico

Lembre-se também que gerar conteúdo é uma tarefa que dá trabalho. Logo, antes de abrir seu canal em qualquer rede social, faça uma curadoria do conteúdo que será trabalhado, bem como, avalie quem irá produzir os conteúdos, qual será a periodicidade da publicação e qual é o objetivo maior da produção de conteúdo.

Antes de escolher quais serão os canais a serem trabalhados, vale a pena responder as seguintes questões que podem te auxiliar no planejamento de marketing jurídico:

  • Qual é o seu objetivo com o canal?
  • Qual a rede social que seus potenciais clientes mais utilizam?
  • Que tipos de conteúdo pretendo publicar?
  • Quem irá produzir os conteúdos?

Respondidas essas questões, chegou a hora de pensar qual é o tipo de conteúdo que pode ser explorado nas redes sociais por escritórios de advocacia

3. Conteúdo para redes sociais: como produzir?

Tanto o Provimento 94/00 da OAB quanto o Código de Ética são claros ao determinarem que a publicidade na advocacia é permitida, desde que o conteúdo veiculado através dela seja meramente informativo. O advogado, portanto, pode investir em estratégias de mídias sociais. No entanto, o conteúdo das postagens deve ser meramente informativo e não comercial.

Para elaborar postagens que efetivamente engajam e ao mesmo tempo são úteis ao seu público, algumas dicas são válidas.

1. Elabore posts esclarecedores

A maioria das pessoas desconhece conceitos básicos do Direito e da legislação. Neste sentido, o advogado pode usar as redes sociais para fazer esclarecimentos e educar o seu público. Explicar conceitos básicos como o duplo grau de jurisdição, como funciona um processo judicial e mudanças ocorridas na legislação são uma ótima maneira de atrair e engajar. Lembre-se que os conteúdos devem ser no formato de pílula, ou seja, curto e resumido. A ideia é apresentar conceitos básicos e responder questões simples.

2. Promova discussões

Mudanças na legislação promovem dúvidas e geram polêmicas. Promover o debate, além de ser uma forma de engajar o público, pode também posicionar seu escritório como um formador de opinião.

3. Atraia tráfego para conteúdos mais robustos

A maior parte das estratégias de marketing jurídico tem como finalidade promover a autoridade do escritório e/ou advogado. A advocacia é uma área em que a confiança vale muito. Por isso, posicionar como uma autoridade em determinado ramo do Direito ou determinado assunto é uma ótima forma de estabelecer um relacionamento com seu potencial cliente.

Para criar autoridade, no entanto, são necessários conteúdos mais robustos, incompatíveis com as postagens das redes. O que não invalida a utilidade dessa ferramenta. Para quem tem uma estratégia de marketing jurídico focada em autoridade, as redes sociais podem ser utilizadas para atrair tráfego para conteúdos ricos que tenham como finalidade explorar o conhecimento profissional.

4. Inspiração e motivação: porque não?

A compra de produtos e a contratação de serviços também conta com um elemento emocional. Por isso, inspiração e motivação podem ser uma ótima forma de atrair e estimular a contração de serviços jurídicos. Obviamente, ao utilizar frases de efeito e imagens em suas redes, o advogado deve tomar cuidado com a discrição e a sobriedade da advocacia. Utilizar imagens de balanças, torres romanas e outros ícones tradicionais do Direito também podem refletir uma imagem pouco moderna e desatualizada. Portanto, vale a pena trabalhar bem tanto as imagens quanto as frases.

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Conclusão

Cada dia mais e mais pessoas estão conectadas às redes sociais. Não por outra razão, mais do que uma ferramenta de interação, as redes se transformaram em uma forma de aproximar negócios e clientes.

Na advocacia, as redes sociais também possuem um papel importante. No entanto, muitos advogados não sabem como explorar essa ferramenta e como utilizar o potencial do marketing jurídico em benefício da advocacia.

Mais do que sair criando diversos canais, é essencial que o advogado conheça o perfil de cada rede e crie a estratégia correta para impactar seu público.

Neste material, além de explicar quais são e como funcionam as principais redes sociais, buscamos tratar sobre as limitações do Código de Ética, conteúdos que podem ser abordados e como adequar um planejamento mínimo ao uso das redes.

Com essas dicas básicas, o advogado já tem os principais elementos para dar os primeiros passos e atuar de forma consistente em prol de resultados usando as redes sociais. O marketing jurídico é uma ferramenta cada vez mais importante, especialmente considerando a necessidade que os escritórios têm de se destacar diante da alta concorrência.

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