Por que se especializar em mediação de conflitos?

Tempo de leitura: 5 minutos

(Last Updated On: 22 de dezembro de 2017)

Muitos advogados que atuam na área contenciosa se sentem insatisfeitos com a prestação de serviços ao cliente. Trabalhando com processos, muitos profissionais já sabem que, independentemente da dedicação e do bom trabalho, a morosidade e a ineficiência do Judiciário acabam prejudicando o cliente. E, não raras vezes, a relação entre o cliente e o advogado são afetadas por isso. Assim, muitos profissionais vêm buscando alternativas para a solução de conflitos mais eficaz e a mediação de conflitos é uma delas.

Com a edição do Novo Código de Processo Civil e a Lei da Mediação, a mediação de conflitos vem ganhando força cenário jurídico brasileiro. Hoje, existe uma carência de profissionais tecnicamente preparados para atender essas demandas e advogados que querem investir nesse caminho tem grandes possibilidades de se destacar, bem como, oferecer soluções mais efetivas para a sua clientela. Para saber um pouco mais sobre a importância do advogado se especializar em mediação de conflitos, vale a pena conferir!

mediação de conflitos

Como funciona a mediação?

A mediação é um método de resolução de conflitos que ocorre extrajudicialmente. Nela, uma pessoa imparcial ao conflito assume a postura de mediador perante as partes, auxiliando a formulação de um acordo. O mediador atua como um facilitador, promovendo a interação e o diálogo entre as partes. O seu papel não é sugerir, nem tampouco, estabelecer o acordo. Sua função é possibilitar o diálogo para que as partes encontrem uma solução que seja boa para todos.

A mediação de conflitos possui ima lógica bastante distinta de uma audiência judicial. Aqui, ao contrário da audiência, as partes se manifestam diretamente. O papel tanto do mediador quanto dos advogados presentes é incentivar o diálogo para resolver a questão da melhor forma possível.



A mediação é uma excelente forma de evitar os desgastes decorrentes da demora e das custas judiciais. Muitas vezes ela auxilia na resolução de conflitos, que pela simples ausência de diálogo, acabam tomando proporções maiores do que poderiam.

Atualmente, a mediação de conflitos pode ser utilizada para a resolução de impasses de diferentes naturezas. Problemas nas relações de consumo, bancos, contratos, entre outros.

Os desafios da mediação de conflitos

Lidar com uma situação conflituosa de forma imparcial não é uma tarefa simples. A maioria dos advogados que atua na área contenciosa desenvolveu inúmeras habilidades e estratégias para agir de forma combativa, sempre buscando defender os interesses do seu cliente. Porém, o advogado que pretende atuar na área de mediação deve investir em outra postura. É necessário que esse profissional atue de forma colaborativa, buscando a pacificação entre as partes e a construção do acordo.

Durante a mediação de conflitos, o mediador deve esclarecer às partes quais são as etapas de todo o processo. Caso o mediador seja um advogado, vale destacar que, não cabe a ele prestar esclarecimentos sobre a legislação durante o processo. Por isso, os mediadores devem estimular a presença de advogados durante as sessões para que possam orientar de forma adequada seus clientes.

O papel do advogado na mediação de conflitos

Hoje, como apontamos, existe uma demanda crescente de advogados que atuem diretamente com processos de mediação. A presença de um advogado durante a mediação de conflitos é tão importante quanto em um processo judicial. Afinal, esse profissional pode explicar todos os limites da lei e direcionar os interesses de seu cliente à uma solução possível tanto na prática, quanto do ponto de vista jurídico.

O conhecimento da lei também deve auxiliar na construção do acordo. Por isso, aqui, a ideia não é assumir uma postura combativa e com a intensão de rebater a outra parte. Pelo contrário, a ideia é fazer com que o acordo seja fechado dentro das diretrizes legais, a partir de uma postura mais colaborativa. A atuação do advogado, portanto, é bastante diversa daquela praticada em audiências judiciais.

A formação e o preparo do profissional para lidar com esse tipo de situação, adotando uma postura colaborativa, também é essencial. Afinal, um advogado pouco preparado pode acabar aumentando o conflito, levando ao litígio e consequentemente à via jurisdicional. É imprescindível que o advogado auxilie seu cliente e, simultaneamente, esgote todas as possibilidades de encerrar o caso da melhor forma possível.

O que faz um advogado um bom profissional para a mediação de conflitos

O advogado, como explicamos, é uma peça chave durante o processo de mediação. Como não cabe ao mediador prestar esclarecimentos jurídicos, é o advogado quem deve conduzir o acordo para a legalidade, orientando seu cliente.

Para quem pretende se desenvolver na carreira, apostar em alguns diferenciais pode ser uma ótima maneira de se destacar e conseguir clientes.

Primeiramente, ser um advogado especialista no caso objeto da mediação de conflitos é essencial para orientar da melhor maneira o cliente. Além disso, vale a pena investir em cursos de especialização e workshops voltados à mediação de conflitos.

Por fim, é importante saber explicar ao cliente como funciona o processo de mediação e porque a presença de um advogado pode auxiliar na elaboração de melhores acordos, considerando os limites legais.

A mediação de conflitos pode ser uma excelente alternativa para um Judiciário abarrotado. Mas, mais do que isso, ela pode proporcionar a muitos profissionais mais satisfação no dia a dia e uma sensação de dever cumprido a cada acordo fechado.

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