Escritório de advocacia: 6 profissionais fora do Direito para atuar na banca

Passado o desafio de montar o escritório de advocacia e de ganhar relevância no mercado, vai chegar uma hora que o advogado precisará investir na contratação de outros profissionais para compor o time e agregar um conhecimento que vai além das questões jurídicas. Afinal, não se faz um escritório só com o Direito.

Primeiro porque o advogado não vai conseguir dar conta de, ao mesmo tempo, fazer tudo o que precisa fazer. Cumprir prazos. Atender o cliente e dar feedbacks a ele. Acompanhar os processos. Fazer diligências. Cuidar do financeiro do escritório. Organizar a agenda da semana. Analisar a área que está dando prejuízo e de onde está vindo o lucro. Prospectar clientes. Cuidar dos problemas de tecnologia e informática. Realizar as atividades de marketing e comunicação.

Segundo porque, se o escritório chegou a esse ponto, então, é um indicativo de que ele está em evolução. E precisa continuar caminhando rumo a um crescimento ainda maior. E isso é ótimo.

Portanto, é natural que, dentro desse contexto, a equipe também cresça no mesmo ritmo – e não necessariamente na área jurídica. Enquanto os advogados de diferentes ramos de atuação ajudam a firmar o posicionamento do escritório no mercado, profissionais de outras áreas estão mais preparados para pensar estratégias de gestão e de crescimento. Afinal, as duas coisas caminham juntas, lado a lado.

Neste post enumeramos 6 profissionais que podem se juntar ao time jurídico do escritório e agregar outros conhecimentos tão necessários quanto o próprio Direito.

Profissionais para integrar o time do escritório de advocacia

1. Secretária

A secretária é, geralmente, a primeira profissional com formação diversa do Direito a ser contratada por um escritório de advocacia. Primeiro o advogado (ou a sociedade) começa sua atuação do zero. Depois, aos poucos, vai acumulando alguns clientes e processos até chegar ao ponto de não conseguir mais organizar seu tempo. Então, percebe a necessidade de ter alguém para ajudá-lo nessa questão.



A função da secretária, no entanto, não está mais limitada apenas a anotar e transmitir recados e organizar a agenda do advogado, por exemplo. Sua responsabilidade vai muito além disso. Hoje, ela tem a tarefa de acompanhar o cumprimento de alguns compromissos (agendados pelo próprio advogado) e até de prestar o primeiro atendimento ou orientação jurídica aos clientes.

Um detalhe, no entanto, não mudou. A secretária continua a ser a profissional que mais possui contato humano direto com os clientes. Afinal, ela costuma ser a primeira pessoa com quem os clientes têm acesso, a porta de entrada do escritório. 

escritório de advocacia

2. Administrador legal do escritório de advocacia

O administrador legal é uma carreira ainda incipiente e em evolução no Brasil. Ela cresce no mesmo ritmo em que aumenta também a necessidade do escritório de advocacia profissionalizar a sua gestão.

Embora o cargo de administrador legal seja uma novidade para muitos, a sua forma de atuação não é algo inédito. Trata-se, apenas, de um especialista com conhecimentos suficientes em serviços jurídicos e técnicas administrativas voltadas ao ambiente jurídico. Na prática, é a transição entre o advogado-gestor para o gestor com foco específico nessa função. E isso independe da formação que ele tem. Ele pode ser administrador profissional, por exemplo, ou, até mesmo, um advogado com perfil mais administrativo – desde que fique focado apenas nessa função, sem o compromisso de advogar.

O fato é que, aos poucos, os escritórios começaram a enfrentar o mesmo processo dos hospitais, quando perceberam que precisavam de administradores profissionais, e não médicos, à frente da sua gestão. Isso livra o advogado de tarefas burocráticas que, muitas vezes, acabam tomando tempo demais do dia.

3. Recursos Humanos

Um RH estratégico e específico para o escritório de advocacia garante a profissionalização do processo que contrata advogados para integrar o time jurídico. Trata-de, portanto, de algo que vai muito além daquele procedimento informal realizado pelo próprio advogado-gestor, por exemplo.

Para o RH, um novo funcionário não é formado apenas pelo currículo que ostenta, nem pela indicação ou relação próxima que mantém com um dos sócios, por exemplo. Ele precisa também mostrar boa performance, boa conversa e bom desempenho em uma eventual prova de conhecimento técnico. Ou seja: o conjunto todo é que importa. É isso que demonstra se ele tem perfil adequado pode vir a agregar – ou não – a expertise do escritório.

Além disso, o trabalho o RH ainda vai além. Ele também ajuda a contribuir para a retenção de talento. E possui ainda um olhar treinado para observar se o candidato está de acordo com a missão do escritório.

4. Contador

A contratação de um contador para atuar no escritório de advocacia – ou, então, firmar parceria com a banca – se torna necessário devido à complexidade extremamente técnica que gira em torno das questões contábeis de uma empresa. Embora o advogado seja bom em responder por algumas delas, como as operações de planejamento tributário e cobranças de órgãos como a Receita Federal, por exemplo, há outras mais específicas que exigem a atuação de um profissional da área. Afinal, é melhor não correr riscos desnecessários.

O acompanhamento do negócio feito por um contador permite aos sócios conhecer bem a situação econômica do escritório. Ter uma visão clara da saúde financeira da banca os ajuda a traçar os rumos do negócio, em busca de crescimento.

5. Profissional de marketing

O marketing é, hoje, um dos principais responsáveis pela prospecção efetiva de clientes para um escritório de advocacia. Embora muitos advogados não acreditem, essa ferramenta tem um poder imensurável de levar o nome da sua marca a lugares onde seria preciso despender um esforço muito maior para alcançar.

Além disso, as inúmeras restrições de publicidade determinadas pelo Código de Ética da OAB não chegam a atingir diretamente o marketing na internet. Ao menos, de uma forma não comercial – o que é garantido pelo marketing de conteúdo.

As estratégias de atuação do marketing são variadas e vão muito além da produção de conteúdo relevante – o que boa parte dos escritórios já fazem. O diferencial do marketing, portanto, é garantir que esse material chegue mais longe do que poderia. Afinal, a mera publicação de textos, dicas e artigos no site do escritório não garante que ele chegará até quem deveria – os potenciais clientes.

E não só isso. São as estratégias de marketing que fazem com que seus conteúdos alcancem as primeiras posições de busca do Google (os links que realmente o usuário acessa) e ajudam a fortalecer o seu nome como advogado.

Embora boa parte dos advogados produza conteúdo para seus clientes, chega uma hora que o escritório precisa profissionalizar esses materiais para que cumpram, efetivamente, com a sua função.

6. Jornalista

A atuação do jornalista em um escritório de advocacia não só ajuda a complementar a atuação do marketing. Ele também é figura essencial para fortalecer a marca do escritório e o seu nome como advogado.

Devido à sua formação, o profissional tem a habilidade de fazer com que conteúdos jurídicos extramente técnicos sejam compreendidos por aqueles que realmente interessam: o cliente. E isso sem ser piegas ou simples demais, por exemplo.

O jornalista também costuma ter um ótimo networking com outros profissionais na área. Na prática, isso significa facilitar a aproximação do advogado com a imprensa, agendando entrevistas em rádio e TV e a participação em programas de debate, por exemplo. Por estar sempre atualizado e ligado ao que acontece, ele sabe como e o que fazer para intermediar essas trocas.

Além disso, tem habilidade e conhecimento técnico para atuar no fortalecimento da marca e do nome do escritório no mercado e na gestão de riscos. Afinal, nem tudo depende da postura e da conduta do advogado.

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