Hard skills e soft skills: habilidades necessárias na advocacia 4.0

As hard skills e as soft skills são tipos de habilidades. A hard skills são as habilidades técnicas, assunto que podem ser aprendidos em faculdades ou cursos. As soft skills são habilidades comportamentais, que, embora também possam ser aprendidas em cursos, devem ser desenvolvidas pela pessoa.

Como se destacar num mercado tão grande: as hard skills e soft skills que você precisa conhecer

O Brasil conta hoje com pouco menos do que 1.250.000 de advogados oficialmente registrados no CFOAB. Tal fato apenas reforça um ponto de que todos já desconfiávamos: a profissão está saturada e, a cada ano, temos quase 100 mil advogados se formando. Além da saturação, sabe o que mais isso significa? Que para se destacar no mercado as habilidades meramente técnicas já não bastam. É aí que entram, então, as hard skills e as soft skills.

O básico todos já aprenderam na faculdade de direito. Todos já passaram pelo exame de Ordem. Todos estão no mercado jurídico buscando os mesmos clientes que você.

No meio de tanta gente, portanto, parece ser muito esforço não ser mais um. Nós, contudo, viemos aqui dizer que não necessariamente. Para se destacar, é essencial que você tenha algo de novo, algo que faça os olhos de seus clientes, de seus chefes, enfim, da sociedade brilharem.

1. Hard skills x soft skills na advocacia

Às vezes, esse algo de novo pode ser saber tudo sobre um novo segmento de atuação da área jurídica que está surgindo. Ou saber apresentar o seu serviço ou produto de maneira simples e inteligente. Às vezes, pode ser uma habilidade que não necessariamente tenha algo a ver com a advocacia diretamente, mas uma habilidade de se relacionar com as demais pessoas.

Na era da internet, encontrar advogados é cada vez mais fácil. Ao mesmo tempo em que essa facilidade parece um benefício, ela pode também se mostrar como um desafio: é muito fácil encontrar advogados. Em meio a tantos, então, por que você?

E é aí que percebemos, então, que temos que nos diferenciar dos demais. Ganhar a atenção por habilidades exclusivas suas é, desse modo, o ponto-chave para tal situação.



Por isso, viemos falar um pouquinho sobre as habilidades técnicas e comportamentais, ou hard e soft skills, que se adequam ao perfil do profissional do direito neste momento da história.

1. 1. Hard Skills na advocacia

As hard skills definem as nossas habilidades técnicas. Com certeza existem diversas delas que não pudemos estudar na faculdade, pois nem imaginávamos que seriam necessárias. É o caso da LGPD, por exemplo.

É de extrema importância, portanto, que o profissional do direito esteja sempre antenado com as tendências e novas tecnologias do mercado. Afinal de contas, tudo gera demanda para o direito. Há poucas décadas, sequer passava pela nossa cabeça a existência de um contrato virtual, por exemplo.

Compliance, LGPD, direito para startups, marketing jurídico, legal design, gestão jurídica 4.0, direito digital e design sprint são algumas dessas habilidades.

Se você é novo no direito, está cursando ou é recém-formado, possivelmente já teve contato com esses termos durante a sua faculdade. O problema é que grande parte das instituições de ensino permanece engessada, presa a currículos de ensino ultrapassados e que já não contemplam o tempo em que vivemos, digital, veloz e imediatista.

É impensável, no entanto, desenvolver-se bem no mercado atual contando apenas com habilidades técnicas. Do que adianta saber diversas informações importantes e não saber comunicá-las? Ou ser um exímio profissional advogado que não consegue ser convincente o suficiente para defender ou até mesmo prospectar seus clientes?

Aí é que se encaixam habilidades importantíssimas e que, no entanto, foram subvalorizadas nos últimos anos: as habilidades comportamentais, conhecidas nesta nova era de mercado como soft skills.

Elas são complementares: ao mesmo tempo em que você precisa conhecer a parte teórica e técnica de sua profissão, é necessário também saber lidar bem com problemas, ter aptidão para negociações, saber cobrar valores justos pelo seu trabalho ser ter receios e, principalmente, saber lidar com o próprio tempo.

1. 2. Soft skills na advocacia

As chamadas soft skills, que se contrapõem às hard skills, dizem respeito às nossas habilidades comportamentais. Com tantos profissionais aptos a trabalhar, faz sentido escolher aquele que aparenta lidar melhor com as próprias emoções, você não concorda?

Além da inteligência emocional, a oratória e as técnicas de alta performance são alguns outros exemplos de soft skills valorizadas dentro do universo jurídico.

Pense que a escolha é sua: você deve escolher um profissional para trabalhar com a sua equipe. Você dispõe de dois, igualmente qualificados. No entanto, um é introspectivo e possui dificuldade de falar em público. Já o outro é cativante e se expressa bem em frente a uma plateia. Quem você escolheria?

soft skills para advogados

3. Como escolher as soft skills que melhor te ajudarão?

Escolher as soft skills mais adequadas é uma dúvida bastante comum. Muita gente acredita que precisa desenvolver mais de uma soft skill. O que pode ser verdade. Aqui, vamos listar quais são os maiores ganhos que cada soft skill promove e quais são os principais perfis de pessoas que deveriam realmente atender a um desses cursos.

3. 1. Oratória

Indo de encontro ao que muitos pensam sobre esta soft skill, nem tudo sobre falar bem em público está realmente relacionado à fala. Aprimorar a sua oratória envolve sua postura, o jeito como se veste e, também, sua fala. E vai além disso!

Com uma boa oratória e bons discursos, é muito mais fácil estabelecer a ordem dos seus pensamentos. E isto torna, assim, sua argumentação muito mais clara e acessível. Afinal de contas, o ideal de uma conversa é ser entendido.

3.2. Inteligência Emocional

Quem é que nunca se estressou além do normal do trabalho? Seja por colegas, por prazos ou pela pressão, é muito importante saber lidar com emoções no ambiente profissional. Trabalhando essa soft skill, você não apenas rende mais, mas também aprende a se adaptar de maneira rápida e eficiente.

3. 3. Negociação e Vendas

Ser convincente é papel fundamental do advogado. No entanto, uma boa negociação depende de diversos outros fatores. Quem conta com habilidades de negociação e vendas não apenas possui mais recursos para advogar, mas também possui facilidades ao fechar uma venda ou realizar acordos com clientes.

De acordo com os nossos alunos, por exemplo, é essencial que o profissional saiba cobrar um valor justo pelo seu trabalho. Parece algo fácil mas, infelizmente, é uma das principais questões que os preocupa.

3. 4. Alta Performance

Em um mercado que traz resultados proporcionais aos nossos rendimentos, contar com a melhor performance possível é uma das chaves para o sucesso profissional. Ao realizar um curso de Alta Performance, você aprenderá, por exemplo, algumas técnicas práticas para aplicar ao seu dia a dia, como aprimorar seu foco, aumentar a sua produtividade e destravar projetos. Por isso, esta pode ser uma importante soft skill na advocacia.

Trabalhar bem e rapidamente não apenas leva eficiência ao trabalho, como também permite com que você crie tempo livre. Estudar, passar tempo com a família ou até mesmo prospectar novos clientes parece uma ótima ideia, não?

4. Aprimoramento: a arte da diferenciação para advogados

Para quem sente que é necessário aprimorar-se na área jurídica, enfim, acomodar-se é a pior das ideias. Com um mundo tão dinâmico, é até difícil encontrar desculpas para não procurar por algo que torne você um profissional mais eficiente e que atenda, assim, melhor os seus clientes.

Aprimorar-se, além de trazer benefícios para a vida profissional, também proporciona melhorias para a vida pessoal.

Diferenciar-se, portanto, é a resposta para a saturação do mercado de trabalho do jurista. Habilidades técnicas são de imensa importância e, socialmente, espera-se que o advogado esteja sempre atualizado em seu segmento de atuação.

Além de contar com hard skills bem definidas, por fim, diferenciar-se pelas soft skills é uma excelente ideia. Aprimorar relacionamentos, entender qual é e como cobrar os valores de seu trabalho, aprender a render mais no cotidiano são habilidades que não apenas te ajudarão no trabalho, como também lhe trarão qualidade de vida.

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