Até que ponto o vocabulário jurídico impacta na captação de clientes?

A comunicação com clientes é um desafio para muitos advogados. Quem é da área jurídica, muito provavelmente já se deparou com críticas acerca do uso do juridiquês. Na tentativa de impressionar, muitos advogados exageram no uso do vocabulário jurídico. E, pior, acabam criando barreiras para o entendimento e a empatia do cliente. O uso de um vocabulário adequado pode impactar significativamente no processo de prospecção e até de retenção de clientes. Para saber até que ponto o vocabulário jurídico impacta na captação de clientes, vale a pena conferir!

vocabulário jurídico

As transformações na advocacia e a adequação do vocabulário jurídico

Nos últimos anos a advocacia vem passando por grandes transformações. Além da chegada do processo eletrônico e da certificação digital, ferramentas tecnológicas como os softwares jurídicos, por exemplo, vêm modificando o modus operandi de inúmeros escritórios e profissionais. Somado a isso, com o aumento da concorrência no mercado, a cultura dos escritórios e profissionais também vem se transformando. Se antes, uma boa reputação bastava para ter uma cartela cheia de clientes, hoje é preciso investir no chamado customer success, se o objetivo da sua banca é reter clientes e conquistar espaço no mercado.

As modificações no universo jurídico não se restringem apenas ao dia a dia do advogado. A maneira do profissional se portar diante do mercado e do cliente também vem mudando. Hoje, mais do que investir em sólidos conhecimentos, o advogado também precisa investir em marketing jurídico. E, lembra daquela figura do advogado inacessível, formal, cujo vocabulário jurídico é um entrave? Sim, a maioria dos clientes já não anda disposta em pagar honorários altos, ainda mais para este perfil de profissional.

Tecnologia, a evolução do cliente e a transformação da comunicação na advocacia

Queira, ou não queira, é uma realidade. O cliente mudou. Hoje, os clientes são muitos mais exigentes e possuem muito mais acesso à informação. Por isso, antes de contratar um profissional, não é incomum que o cliente cheque se suas orientações e diretrizes efetivamente fazem sentido. Se antes, a maioria dos clientes só tinha como alternativa confiar no advogado, hoje os clientes querem resultados e querem ter a certeza de que o profissional saberá como conduzir o seu caso da melhor maneira possível.

Graças à tecnologia e ao acesso a informação, os clientes se tornaram muito mais exigentes. Por isso, a maioria acaba contratando não o advogado que parece saber, mas sim aquele que mostra que efetivamente conhece a sua área e sabe explicar ao cliente com objetividade e clareza o que poderá ser feito no seu caso.



A comunicação como principal estratégia de prospecção

Não é à toa que o vocabulário jurídico exagerado vem sendo substituído por uma linguagem mais objetiva, direta e clara. Profissionais que apostam na clareza, vem conquistando cada dia mais clientes e parceiros, pois transmitem confiança, possibilitam a empatia e melhoram a experiência do cliente durante o atendimento.

[A experiência do cliente influencia na sua retenção? Clique e saiba mais]

Mas do que nunca, ninguém tem tempo a perder. Por isso, um profissional que exagera no uso do vocabulário jurídico, não se explica com clareza e toma o tempo do cliente buscando se exibir acaba perdendo espaço para a concorrência.

A comunicação é hoje um dos aspectos mais relevantes no processo de prospecção. Isso porque a experiência do cliente conta muito. Ele quer saber o que acontece no seu caso, quais são as possíveis soluções, de que maneira o advogado pode ajudá-lo. Por isso, quando mais didático e direto o advogado for, maiores são as chances de conquistar o cliente.

O poder da comunicação

Embora muitos advogados entendam que o uso do vocabulário jurídico pode prejudicar sua atuação no mercado, muitos ainda não sabem como se desfazer dessa linguagem, a fim de buscar um novo modelo de atuar e se comunicar.

Vale destacar que, não existe uma receita única para todos os profissionais e para o mercado. Até porque a comunicação deve ser sempre adequada ao cliente. E, como existem diversos perfis de clientes, é importante partir do estudo da persona, antes mesmo de modelar novos modelos de comunicação.

Porém, algumas dicas gerais são válidas ao universo jurídico como um todo. Primeiramente aposte na didática. Busque ser sintético, objetivo e claro na sua mensagem.

Muitos advogados se esquecem, mas é fundamental ouvir o cliente. Mais do que despejar uma série de teses sobre a jurisprudência, por exemplo, procure ter atenção e tatear com cuidado aquilo que o cliente realmente precisa.

Por último, ser seguro e gerar um vínculo de confiança, não significa ser prepotente. Tenha em mente sempre que você está na frente do cliente para ajudá-lo e não para demonstrar seus conhecimentos. Se colocar a serviço é a melhor forma de conquistar a empatia e a confiança no relacionamento.

Por fim, vale destacar que a comunicação com o cliente não se reflete apenas na forma como o advogado fala. A maneira como se porta e a experiência que ele oferece durante o atendimento fazem toda a diferença. Respeite sempre o tempo do cliente, evitando atrasos e enchendo a reunião de informações que não são relevantes. Muitas vezes quem deve falar na reunião é o cliente e não o advogado.

A melhoria de comunicação traz resultados positivos e mais satisfação não só para o cliente quando para o profissional. Ter uma boa relação interpessoal representa na prática respeito, conexão e confiança. Logo, vale a pena apostar em um novo modelo de se comunicar, deixando para trás as velhas amarras do vocabulário jurídico e do tradicionalismo.

Quer ficar por dentro das novidades sobre gestão de escritório de advocacia? Faça seu cadastro e receba os materiais exclusivos do SAJ ADV diretamente em seu e-mail.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *